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Q3190441 Medicina
Sobre a prevenção de eventos tromboembólicos no paciente oncológico, a profilaxia estendida é recomendada por 4 semanas nos seguintes casos, EXCETO: 
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Tema central: Profilaxia estendida de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes oncológicos submetidos à cirurgia.

A prevenção de eventos tromboembólicos no contexto oncológico é fundamental, pois pacientes com câncer possuem risco substancialmente aumentado de TEV, especialmente no pós-operatório de cirurgias de grande porte e na presença de fatores agravantes como imobilidade, obesidade ou histórico de trombose.

Justificativa para a alternativa correta (E):

Segundo as Diretrizes Europeias sobre Profilaxia Perioperatória de TEV, recomenda-se a profilaxia estendida (28-35 dias) particularmente após cirurgias oncológicas abdominopélvicas ou torácicas de grande porte, especialmente se houver fatores de risco adicionais. Rafia vascular sem interposição de prótese, por ser um procedimento vascular menor sem necessidade de material protético, não é considerada indicação de profilaxia estendida, pois o risco de TEV é muito menor nesse cenário.

Análise das alternativas:

A) Cirurgia abdominopélvica de grande porte: CORRETO indicar profilaxia estendida, porque procedimentos extensos aumentam o risco de TEV. Conforme Harrison’s e os PCDT nacionais, nesses casos a orientação é profilaxia por 4 semanas.

B) Mobilidade restrita: A imobilidade é fator de risco reconhecido, aumentando a estase venosa. Diretrizes internacionais, como as do Ministério da Saúde (PCDT TEV), recomendam profilaxia estendida nesses pacientes.

C) Obesidade: A obesidade é fator de risco independente para TEV. Protocolos como UpToDate relatam que tumores associados à obesidade potencializam o risco, justificando a extensão da profilaxia.

D) História prévia de evento tromboembólico: Pacientes com esse antecedente possuem altíssima chance de recorrência, sendo a profilaxia estendida prioridade conforme diretrizes da SBC e da ASCO.

E) Rafia vascular sem interposição de prótese: EXCEÇÃO correta. Procedimentos menores sem prótese têm baixo risco de trombose, não justificando ampliação do tempo de profilaxia, conforme ensino clássico (“Harrison’s: Principles of Internal Medicine”, 21ª edição).

Dica de prova: Atenção a termos como "grande porte", “mobilidade restrita” e "histórico prévio", pois são indicadores clássicos de aumento do risco de TEV. Procedimentos cirúrgicos menores, especialmente sem uso de prótese, raramente exigirão profilaxia prolongada – desconfie desse tipo de alternativa.

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