Em relação ao carcinoma papilífero de tireoide, é INCORRETO ...
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O tema central desta questão é o carcinoma papilífero de tireoide, que é o tipo mais comum de câncer de tireoide. A abordagem cirúrgica para esse tipo de tumor varia de acordo com o tamanho do tumor, presença de metástases e outros fatores de risco.
Vamos analisar cada alternativa:
A - A maioria dos guidelines atuais favorece a tireoidectomia total em lesões maiores que 1,5 cm quando há nódulos contralaterais, infiltração extratireoidiana ou tumor multicêntrico.
Esta afirmação está correta. Diretrizes como as da American Thyroid Association recomendam a tireoidectomia total para tumores maiores de 1,5 cm que apresentam características de alto risco, como multifocalidade ou envolvimento extratireoidiano.
B - Há cerca de 40% de recorrência em pacientes submetidos à tireoidectomia parcial.
Esta é a afirmação incorreta. Estudos indicam que a taxa de recorrência em pacientes com carcinoma papilífero de tireoide submetidos à tireoidectomia parcial é significativamente menor do que 40%, especialmente quando corretamente indicados. Esta porcentagem é exagerada e não é suportada por dados clínicos robustos.
C - O esvaziamento cervical do compartimento central (nível VI) é indicado nos casos de linfonodos acometidos e a dissecção profilática em lesões T3 ou T4.
Essa alternativa está correta. O esvaziamento cervical é recomendado quando há evidência de metástase linfonodal e também é considerado em lesões de maior risco.
D - Pacientes com tumores pequenos sem comprometimento clínico linfonodal podem se beneficiar de tireoidectomia parcial e inspeção cirúrgica do compartimento central.
Esta opção está correta. Para tumores papilíferos da tireoide pequenos, como aqueles menores ou iguais a 1 cm (microcarcinomas), a tireoidectomia parcial pode ser adequada, especialmente se não houver envolvimento linfonodal.
E - História familiar de câncer e irradiação de cabeça e pescoço são indicações de tireoidectomia total tendo em vista o risco de doença multifocal.
Esta afirmação está correta. Pacientes com história familiar significativa ou exposição à radiação têm um risco aumentado de doença multifocal, justificando a abordagem mais agressiva com tireoidectomia total.
Em resumo, a alternativa B está incorreta devido à superestimação da taxa de recorrência após tireoidectomia parcial.
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