A respeito da técnica operatória na cirurgia colorretal, é ...
Gabarito comentado
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Tema central: técnica operatória em cirurgia colorretal, com foco em margens oncológicas, excisão mesorretal total (TME), preservação nervosa e HIPEC.
Alternativa correta: B – Margem distal < 2 cm em ressecção retal pode ser aceitável para preservar esfíncter, especialmente em tumores de reto médio/baixo tratados com TME e, quando indicado, neoadjuvância. A disseminação intramural distal do adenocarcinoma retal raramente excede 1–2 cm. Diretrizes (ASCRS, NCCN) aceitam ≥1 cm após quimiorradioterapia para tumores baixos, sem prejuízo oncológico, possibilitando anastomose coloanal e preservação esfincteriana. Referências: ASCRS Rectal Cancer Guidelines 2022; NCCN Rectal Cancer 2024; UpToDate.
Análise das incorretas
A. “TME pode ser prescindida pelos avanços da radioterapia.” – Falso. A TME é padrão-ouro no câncer de reto médio/baixo, reduzindo recorrência local ao remover o mesorreto intacto (técnica de Heald). Radioterapia neoadjuvante complementa a TME; não a substitui rotineiramente. Estratégias “watch-and-wait” após resposta clínica completa são exceções bem selecionadas, não regra. (ASCRS 2022; NCCN 2024).
C. “TME sempre compromete o plexo hipogástrico inferior.” – Falso. A TME com preservação nervosa é técnica estabelecida. Lesão autonômica pode ocorrer, mas não é inevitável; técnica meticulosa preserva plexos hipogástricos e nervos esplâncnicos pélvicos, reduzindo disfunções urinárias e sexuais. (UpToDate; ASCRS).
D. “Em tumores de ceco, é preconizada margem ileal de 5 cm.” – Falso. A ressecção oncológica do ceco é uma hemicolectomia direita com ligadura alta dos pedículos ileocólico/colocólico direito e linfadenectomia adequada. O princípio central é seguimento vascular/linfático, não uma medida fixa curta. Usualmente resseca-se 10–15 cm de íleo terminal para abranger a drenagem linfática; 5 cm tende a ser insuficiente. (ASCRS Colon Cancer Guidelines 2022; UpToDate).
E. “Na HIPEC do pseudomixoma apendicular, o melhor fármaco é 5-FU.” – Falso. O regime mais utilizado e com melhores resultados técnicos é mitomicina C (MMC); oxaliplatina é alternativa em alguns centros. 5-FU isolado não é o agente padrão para HIPEC. (Protocolos de Sugarbaker; PSOGI/consensos de CRS+HIPEC).
Estratégia de prova: foque em princípios oncológicos: - No reto: TME + margem distal ≥1–2 cm (após neoadjuvância, ≥1 cm pode bastar). - Preservação nervosa é possível. - No ceco: ressecar conforme pedículos e linfáticos, não “5 cm” fixos. - Em HIPEC para pseudomixoma: mitomicina C, não 5-FU.
Referências rápidas: ASCRS Clinical Practice Guidelines (Colon/Rectal Cancer, 2022), NCCN Rectal Cancer (2024), UpToDate; Heald RJ (TME), consensos CRS+HIPEC/PSOGI.
Gabarito: B
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