Leia o caso a seguir. O sistema de intertravamento da porta...

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Q3878519 Radiologia
Leia o caso a seguir.

O sistema de intertravamento da porta que dá acesso à sala (bunker) do acelerador linear de um hospital apresenta defeito. Um reparo imediato não é possível. As regulamentações locais exigem que o intertravamento da porta esteja operacional, porém há uma sala de espera cheia de pacientes que necessitam de tratamento.

Nesse cenário, qual deve ser a resposta da equipe de físicos médicos do serviço? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A questão é definida por requisito regulatório de radioproteção: pela CNEN NN 6.10 e normas correlatas, o intertravamento da porta do bunker é dispositivo obrigatório que deve interromper a irradiação quando a porta é aberta; como o enunciado informa defeito nesse sistema, ausência de reparo imediato e exigência local de que ele esteja operacional, a consequência técnica é suspender os tratamentos até correção, com registro formal da não conformidade e comunicação ao responsável técnico.

Tema central: Intertravamento do bunker
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única compatível com a função do intertravamento como barreira crítica de segurança do acelerador linear. Sem esse dispositivo em funcionamento, a operação do equipamento fica em desacordo com a exigência regulatória e com a prevenção de exposição acidental de trabalhadores, pacientes e terceiros. Por isso, a resposta correta não é improvisar mitigação nem ponderar conveniência assistencial, mas interromper a operação até o reparo, formalizar a ocorrência e notificar a responsabilidade técnica/supervisão pertinente.
B
Errada
Está errada porque vigilância humana na porta não substitui tecnicamente o intertravamento. O dispositivo obrigatório não apenas controla acesso: ele integra o sistema fail-safe e interrompe automaticamente a irradiação se a porta for aberta. Um profissional posicionado na porta não recompõe essa função automática nem regulariza a operação diante de falha em componente crítico de segurança.
C
Errada
Está errada porque reduzir o número de pacientes não corrige a não conformidade que contraindica a operação do equipamento naquele estado. O problema não é de volume assistencial, e sim de funcionamento de um dispositivo obrigatório de radioproteção. Mesmo tratar apenas parte dos pacientes mantém o acelerador operando de forma insegura e irregular.
D
Errada
Está errada porque aplica de modo indevido um raciocínio de benefício oncológico para relativizar falha de segurança operacional. A justificação terapêutica da radioterapia não autoriza manter tratamento com defeito conhecido em barreira obrigatória do bunker. Quando há falha em intertravamento exigido pela norma, o critério decisivo é a impossibilidade de operar até correção, não um balanço assistencial ad hoc.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de priorizar a urgência assistencial e aceitar solução improvisada, como vigia humano ou tratamento parcial, quando o ponto decisivo era normativo e técnico: falha em intertravamento obrigatório impede a operação.
Dica para questões semelhantes
  • Em radioterapia, falha em dispositivo crítico de segurança do bunker torna a decisão normativa: não se mantém operação clínica até correção.
  • Diferencie controle manual de acesso de intertravamento automático; o segundo é requisito técnico de radioproteção e não pode ser substituído por vigilância humana.
  • Se o enunciado trouxer exigência regulatória expressa e componente de segurança defeituoso, a pressão assistencial não cria exceção operacional.
  • Procure a conduta institucional coerente com gestão de risco: suspender, registrar a não conformidade e comunicar a responsabilidade técnica.

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