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Em um hospital, a equipe médica pressiona o psicólogo a “con...

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Q4232657 Psicologia
Em um hospital, a equipe médica pressiona o psicólogo a “convencer” uma paciente com câncer avançado a aceitar um tratamento doloroso, argumentando que “isso é para o bem dela”. A paciente, entretanto, demonstra resistência e deseja avaliar outras possibilidades. Nesse contexto, a postura ética do psicólogo hospitalar, segundo orientações do CFP (2019), reside em:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: O que decidia a questão era a oposição entre a pressão da equipe para “convencer” a paciente e a orientação do CFP/CREPOP (2019) de reconhecer o usuário como sujeito autônomo, com direito de ter sua decisão respeitada.

Tema central: autonomia da paciente
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde ao papel do psicólogo hospitalar indicado na referência de 2019: a paciente não é um objeto passivo da intervenção, mas um sujeito autônomo, e o psicólogo deve atuar como mediador da comunicação, respeitando suas decisões e não assumindo função de persuasão em favor da equipe médica.
B
Errada
Está errada porque a base afirma que a atuação do psicólogo não se subordina prioritariamente ao saber biomédico. O referencial destaca ética própria da Psicologia, respeito à singularidade e à autonomia da paciente, o que impede simples reforço da decisão médica como regra.
C
Errada
Está errada porque o conflito entre paciente e equipe integra, sim, o campo de atuação do psicólogo hospitalar. A base indica expressamente a mediação da comunicação e a facilitação do diálogo entre os personagens da assistência, o que exclui a omissão.
D
Errada
Está errada porque atribui ao psicólogo função de persuadir a paciente a aderir ao tratamento com base no benefício físico esperado. Isso contraria a diretriz de dar voz ao paciente e respeitar suas decisões, além de deslocar o psicólogo para um papel de convencimento indevido.
E
Errada
Está errada porque propõe uma saída evasiva, sem diálogo com a equipe, incompatível com o papel institucional de mediação e comunicação interprofissional indicado na base. A atuação esperada é construir interlocução no cuidado, não simplesmente retirar a paciente do contexto.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar “agir para o bem da paciente” como autorização para o psicólogo persuadi-la ou para se alinhar automaticamente à equipe médica, quando a referência técnica exige respeito à autonomia e mediação da comunicação.
Dica para questões semelhantes
  • Em conflito entre equipe e paciente, verifique se a conduta preserva a paciente como sujeito autônomo, e não como destinatária passiva de intervenção.
  • Na Psicologia hospitalar, mediação da comunicação é função legítima; persuasão para impor decisão clínica não é.
  • Trabalho em equipe não significa submissão ética da Psicologia ao saber biomédico.
  • Respeito às decisões da pessoa e atenção centrada nela são critérios práticos para eliminar alternativas de convencimento ou omissão.

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