Durante consulta na Atenção Primária, uma criança de 2 anos ...

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Q3987760 Enfermagem
Durante consulta na Atenção Primária, uma criança de 2 anos apresenta tosse há 4 dias. Ao exame físico, a enfermeira observa: frequência respiratória de 48 irpm, tiragem subcostal discreta e sibilos difusos à ausculta respiratória. Não há sinais de gemência, batimento de asa do nariz ou estridor. A criança está ativa, aceita líquidos e apresenta SpO₂ entre 94% e 95% em ar ambiente.
Segundo o Protocolo de Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI/MS/OMS), qual é a classificação e qual deve ser a conduta imediata da enfermeira?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na AIDPI/OMS/MS, em criança com tosse e sibilância, a conduta inicial é broncodilatador de ação rápida e reavaliação antes da classificação final; por isso, neste caso, não se deve fechar de imediato pneumonia, pneumonia grave ou bronquiolite grave.

Tema central: Sibilância na AIDPI
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque, no AIDPI, sibilância exige broncodilatador e reavaliação antes da classificação final; não se deve rotular diretamente como pneumonia grave. O enunciado também não traz sinais gerais de perigo, estridor em repouso nem insuficiência respiratória grave que sustentem antibiótico intramuscular e encaminhamento urgente.
B
Errada
Errada porque a frequência respiratória elevada, na presença de sibilância, não confirma pneumonia bacteriana. Pelo protocolo AIDPI, a taquipneia pode decorrer de broncoespasmo, então a classificação definitiva depende da resposta ao broncodilatador antes de indicar amoxicilina.
C
Certa
A alternativa C é a única que segue o passo decisivo do protocolo AIDPI neste cenário. A sibilância difusa indica que a taquipneia e a tiragem podem decorrer de broncoespasmo, o que reduz o valor desses achados para definir pneumonia antes de testar a resposta ao broncodilatador. Como a criança está ativa, aceita líquidos, não tem estridor em repouso, gemência, batimento de asa do nariz nem sinais maiores de gravidade, não há base para classificar imediatamente como quadro grave; a conduta correta é prova terapêutica com broncodilatador e reclassificação após a reavaliação.
D
Errada
Errada porque os sibilos alteram o fluxo diagnóstico-terapêutico da AIDPI e impedem classificar de imediato como tosse/resfriado apenas com orientações gerais. A etapa protocolar é broncodilatador de ação rápida seguido de reavaliação.
E
Errada
Errada porque o quadro descrito não sustenta bronquiolite grave. A criança está ativa, aceita líquidos, não apresenta gemência, batimento de asa do nariz, estridor ou outros sinais de gravidade maior; além disso, a SpO₂ de 94%-95% em ar ambiente não substitui o passo protocolar de broncodilatador e reavaliação.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de chamar de pneumonia apenas por taquipneia e tiragem, ignorando que, no AIDPI, a sibilância obriga prova terapêutica com broncodilatador e reclassificação antes de concluir pneumonia ou gravidade.
Dica para questões semelhantes
  • Na AIDPI, ao encontrar sibilância em criança com tosse ou dificuldade para respirar, pense primeiro em broncodilatador de ação rápida e reavaliação antes da classificação definitiva.
  • Não use taquipneia isoladamente como prova de pneumonia quando há sibilos; o broncoespasmo pode explicar FR alta e tiragem.
  • Para chamar de quadro grave de imediato, procure os marcadores fortes do enunciado: sinais gerais de perigo, estridor em repouso, hipoxemia importante ou insuficiência respiratória evidente.

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