“É nocivo se escreve coisas inúteis, se deforma ou falsifica...
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Comentário de correção – Funções do “se”
Tema central: Esta questão avalia o conhecimento das funções morfossintáticas da palavra “se” – conteúdo fundamental em provas para Analista Técnico, pois exige precisão gramatical e atenção à leitura.
Justificativa da alternativa correta (B): Entre as quatro ocorrências, há apenas duas funções distintas. A análise detalhada das ocorrências mostra dois grupos:
- Função 1: Conjunção subordinativa condicional – “se escreve coisas inúteis”, “se conforma sem convicção...”: nestas, “se” introduz uma condição, equivalente a “caso”. Ou seja, expressa uma hipótese condicional.
- Função 2: Pronome apassivador ou parte integrante do verbo – “se deforma...”, “conforma-se...”: na segunda ocorrência (“deforma”), o “se” indetermina o sujeito (índice de indeterminação); já na quarta (“conforma-se”), integra o verbo pronominal “conformar-se”. Aqui, “se” não expressa condição, mas faz parte da estrutura verbal.
Como resolver: O segredo está na análise do contexto: Se "se" introduz uma hipótese, é conjunção condicional; se acompanha verbo pronominal ou indetermina sujeito, é pronome.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. Nem todas as ocorrências têm a mesma função: há diferença entre conjunção condicional e pronome apassivador/pronominal.
C) Errada. “Já que” é causal, e aqui a ideia é condicional. Trocar “se” por “já que” mudaria o sentido, contrariando a norma-padrão.
D) Errada. As duas últimas ocorrências não são condições: o último “se” integra o verbo pronominal e não denota ênfase na condição.
Regra de ouro: Segundo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), identifique sempre se “se” atua como conjunção (introdução de oração subordinada condicional, causal, etc.) ou se liga-se ao verbo (pronominal ou indeterminando o sujeito).
Estrategia: Grife os “se” no texto e tente substituir por “caso”: se funcionar, é condicional. Se não, veja se está colado a verbo pronominal ou indeterminando um agente.
Resumo: O domínio das funções do “se” é essencial, pois recorrente em concursos, especialmente para cargos que exigem redação e interpretação em norma culta.
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