A doença que está relacionada ao megaesôfago adquirido é a
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Tema central: Megaesôfago adquirido em pequenos animais é um distúrbio de motilidade caracterizado por dilatação esofágica generalizada e regurgitação, frequentemente associado a aspiração pulmonar. Entre as causas secundárias, a miastenia gravis (MG) é a mais clássica.
Alternativa correta: B – miastenia gravis
Na MG, há autoanticorpos contra receptores nicotínicos de acetilcolina na junção neuromuscular. Como o esôfago do cão é predominantemente de musculatura estriada, ocorre hipomotilidade e dilatação difusa, resultando em megaesôfago e regurgitação. Achados comuns: perda de peso, sialorreia, tosse por aspiração, fraqueza fatigável e, às vezes, thymoma em radiografia de tórax.
Diagnóstico da MG associada: radiografias torácicas (megaesôfago + pneumonia aspirativa), título de anticorpos anti-receptor de ACh (padrão-ouro), eletromiografia/estimulação repetitiva e resposta a anticolinesterásicos (teste farmacológico). Manejo: alimentação em posição elevada (cadeira de Bailey), refeições pequenas e pastosas, prevenção/tratamento de aspiração, e piridostigmina; imunossupressão pode ser indicada com cautela. Referências: Ettinger & Feldman – Textbook of Veterinary Internal Medicine; Nelson & Couto – Medicina Interna de Pequenos Animais; BSAVA Manual of Canine and Feline Gastroenterology.
Análise das alternativas incorretas
A – Lesão do nervo trigêmeo: o trigêmeo (V) é sensitivo da face e motor dos músculos da mastigação. A motilidade esofágica depende do nervo vago (X) e de plexos mioentéricos. Lesão do V pode causar dificuldade de preensão/mastigação, não megaesôfago.
C – Persistência do ducto arterioso: cardiopatia congênita que causa sobrecarga de volume e sopro contínuo; não comprime o esôfago. A armadilha aqui é confundir com arco aórtico direito persistente, este sim pode causar dilatação esofágica cranial ao coração por compressão vascular. PDA ≠ anomalia do anel vascular compressivo.
D – “Neoplasia compressiva”: massas mediastinais ou traqueobronquiais podem causar obstrução extraluminal com dilatação segmentar proximal, não o megaesôfago generalizado típico das miopatias/neuropatias. Regurgitação ocorre, mas o mecanismo é obstrutivo, não doença de junção neuromuscular.
E – Hérnia de hiato: desloca o estômago para o tórax, favorece refluxo e esofagite. Cursa com regurgitação e vômito, porém a dilatação esofágica costuma ser focal/distal ou ausente; não é causa clássica de megaesôfago difuso.
Estratégia de prova: Ao ver “megaesôfago adquirido” + “doença associada”, priorize doenças da junção neuromuscular ou sistêmicas (ex.: miastenia gravis, hipoadrenocorticismo). Descarte causas puramente obstrutivas e diferencie PDA de anomalias do anel vascular. Procure palavras-chave: regurgitação crônica, pneumonia aspirativa, fraqueza fatigável.
Gabarito: B
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A alternativa correta é:
B - Miastenia gravis.
O megaesôfago adquirido é comumente associado à miastenia gravis, uma doença autoimune que afeta a transmissão neuromuscular. Nesse quadro, os anticorpos bloqueiam os receptores de acetilcolina na junção neuromuscular, prejudicando a contração muscular eficaz — incluindo os músculos do esôfago.
- Isso resulta em hipomotilidade esofágica e, consequentemente, dilatação (megaesôfago).
- Os sinais clínicos incluem regurgitação, perda de peso e risco de pneumonia aspirativa.
O megaesôfago adquirido em cães (ou gatos) é frequentemente associado a distúrbios da motilidade esofágica, podendo ser primário ou secundário.
- Miastenia gravis (MG) é uma doença autoimune que afeta a transmissão neuromuscular, levando à fraqueza dos músculos estriados, incluindo os músculos do esôfago.
- A fraqueza esofágica causa dilatação e acúmulo de alimentos, resultando em megaesôfago adquirido.
- A) Lesão no nervo trigêmeo → não está relacionado ao esôfago (trigêmeo = sensibilidade da face).
- C) Persistência do ducto arterioso → causa cardiopatia congênita, não megaesôfago.
- D) Neoplasia compressiva → pode causar megaesôfago secundário, mas não é a doença clássica associada.
- E) Hérnia de hiato → afeta refluxo gástrico, não é causa típica de megaesôfago adquirido.
Resumo:
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