No diagnóstico molecular da leishmaniose, a principal vanta...

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Q3365538 Veterinária
No diagnóstico molecular da leishmaniose, a principal vantagem do PCR em tempo real, quando comparado ao PCR convencional, é
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Tema central: comparação entre PCR convencional e PCR em tempo real (qPCR) no diagnóstico molecular da leishmaniose. O qPCR detecta a amplificação do DNA em tempo real por fluorescência (ex.: SYBR Green, sondas TaqMan), permitindo monitorar e quantificar o DNA alvo durante o ciclo de amplificação.

Alternativa correta: B — O qPCR reduz o tempo de processamento ao funcionar em sistema “tubo fechado”, dispensando a eletroforese em gel para visualização, o que também reduz risco de contaminação pós-PCR. Além disso, fornece análise quantitativa (carga parasitária) a partir do valor de Ct e curvas-padrão, útil para monitorar resposta terapêutica e atividade da infecção em leishmaniose (humana e canina). Diretrizes e revisões (OMS/WHO, PAHO e UpToDate) destacam a alta sensibilidade do qPCR e seu uso para quantificar parasitemia/parasitemia tecidual em amostras como medula óssea, linfonodo, pele e sangue.

Estratégia de prova: procure palavras-chave como “tempo”, “eletroforese” e “quantificação”. Quando aparecerem juntas, geralmente apontam para qPCR como vantagem sobre PCR convencional.

Por que as demais estão incorretas?

  • A. “Permitir amplificação sem primers específicos” — Falso. Tanto PCR convencional quanto qPCR necessitam de primers específicos para o alvo. A ausência de primers inviabiliza a reação. (Conceito básico de PCR; ver qualquer texto padrão de biologia molecular.)
  • C. “Aumenta a sensibilidade, mas reduz a especificidade” — Falso. O qPCR frequentemente melhora a especificidade, especialmente com sondas (TaqMan), pois requer hibridização adicional além dos primers. Não há redução inerente da especificidade. (OMS e UpToDate: qPCR com sondas apresenta alta especificidade para Leishmania spp.).
  • D. “Elimina a necessidade de extração de material genético” — Falso. A extração de DNA é etapa crítica para remover inibidores e padronizar a entrada de material. Existem protocolos “direct PCR”, mas não são a regra para leishmaniose diagnóstica de rotina.
  • E. “Permitir diferenciar L. infantum de outros protozoários” — A capacidade de diferenciação depende do desenho de primers/sondas e alvos gênicos (ex.: kDNA, rDNA, hsp70). O fato de ser qPCR não garante, por si, discriminação interespecífica; pode exigir sondas específicas, HRM ou sequenciamento. Logo, não é a “principal vantagem” universal.

Aplicação prática em leishmaniose: o qPCR é útil para confirmar infecção e estimar carga parasitária em cães (Leishmania infantum) e humanos, com melhor desempenho em tecidos ricos em parasitas (medula, linfonodo, pele). Ajuda no acompanhamento terapêutico e na vigilância. (Referências: WHO Leishmaniasis facts/guidance; PAHO/OPAS; UpToDate – Diagnosis of leishmaniasis.)

Pegadinhas comuns: qPCR não dispensa primers nem a extração; não “automaticamente” diferencia espécies; e não implica perda de especificidade.

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