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Uma criança internada na pediatria cardiológica, dependia de...

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Q4232633 Psicologia
Uma criança internada na pediatria cardiológica, dependia de um transplante cardíaco para sobreviver, estava à espera de um doador, entretanto seu quadro se agravou e os médicos já não tinham um bom prognóstico, sabiam que a qualquer momento ela poderia morrer. O psicólogo foi chamado para conversar sobre esse contexto com a criança e a família, para efetivar seu atendimento. Este profissional deve considerar que:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que a ocultação ou a transmissão de versões diferentes à criança em terminalidade não se apresenta como proteção adequada, mas como postura que contraria a abordagem clínica esperada.

Tema central: terminalidade infantil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por usar o absoluto "nunca" e por reduzir a expressão infantil do sofrimento ao brincar. A criança pode expressar sentimentos por fala, silêncio, comportamento, perguntas e brincadeira; o brincar é um modo possível, não exclusivo.
B
Errada
Está errada porque transforma a evitação de palavras como "morte", "piora" e "estado grave" em melhor conduta. A base indica que esse evitamento não constitui, por si, manejo psicológico adequado.
C
Certa
A alternativa C está correta porque identifica que o engano ou as versões discrepantes dadas à criança em terminalidade podem decorrer da dificuldade dos adultos em suportar a própria angústia diante da morte. Isso é compatível com a clínica hospitalar/paliativa e com a base de decisão.
D
Errada
Está errada porque parte da premissa de incapacidade infantil total: afirma que nada deve ser dito e que a criança não entende o que os adultos fazem ou dizem. A base rejeita essa absolutização.
E
Errada
Está errada porque nega que a criança tenha concepções sobre a morte e ainda generaliza com "sempre" a explicação de que alguém "foi para o céu". Isso é clinicamente insustentável.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar proteção emocional como sinônimo de ocultação e engano, somada ao uso de absolutos como "nunca", "nada deve ser dito", "sempre" e "a melhor conduta".
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre terminalidade infantil, descarte alternativas que presumem incapacidade total da criança para perceber gravidade, perdas ou mudanças no comportamento dos adultos.
  • Desconfie de condutas formuladas como regra absoluta de evitamento comunicacional.
  • Quando a alternativa reconhece que o manejo dos adultos pode expressar defesa diante da própria angústia frente à morte, ela se alinha ao critério clínico cobrado.

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