A respeito do diagnóstico sorológico da erliquiose canina, ...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico sorológico da erliquiose canina (principalmente por Ehrlichia canis). Trata-se de doença transmitida sobretudo por Rhipicephalus sanguineus, cursando com fases aguda, subclínica e crônica. No laboratório, é comum encontrar trombocitopenia, anemia e alterações inflamatórias; a confirmação exige correlação entre clínica, hemograma e testes específicos.
Gabarito: D — O ELISA é útil, mas não deve ser interpretado isoladamente. Sorologia detecta anticorpos, que podem refletir exposição passada, infecção ativa ou reatividade cruzada. Portanto, resultados positivos precisam ser correlacionados com sinais clínicos, hemograma (especialmente plaquetas), e, quando possível, IFAT (padrão histórico) e/ou PCR. A confirmação aumenta com: (1) aumento de 4 vezes em títulos pareados (IFAT), (2) PCR positivo na fase aguda, ou (3) sorologia positiva + quadro clínico/laboratorial compatível. Referências: CAPC Guidelines (atualizações recentes), ACVIM Consensus Statements e Greene’s Infectious Diseases of the Dog and Cat.
Por que as demais estão incorretas?
A) Falso. PCR em tempo real quantifica DNA do patógeno (carga genética), não anticorpos. Anticorpos são quantificados por sorologia (ex.: IFAT por títulos), não por PCR.
B) Falso. A presença de anticorpos ≠ doença ativa. Pode indicar exposição prévia, infecção passada ou cruzamento antigênico. Anticorpos surgem tipicamente 1–3 semanas após infecção; no “janela imunológica” o animal pode estar doente e ainda ser soronegativo.
C) Falso. Teste de aglutinação em látex não é a melhor escolha para erliquiose. Os métodos recomendados são IFAT e ELISA (incluindo testes rápidos), além da PCR para detecção direta do agente, especialmente na fase aguda.
E) Falso. Embora o carrapato seja a via principal, transfusão sangu��nea pode transmitir E. canis. Assim, não é a única via. Boas práticas de hemoterapia veterinária exigem triagem sorológica/PCR de doadores.
Como interpretar em provas: identifique termos-chave: “PCR quantifica anticorpos” (incompatível), “anticorpos = doença” (armadilha frequente), “aglutinação em látex” (não é padrão), e “única via” (palavras absolutas costumam estar erradas). Para sorologia, busque “correlação clínica” e “testes complementares”.
Exames e conduta prática: Hemograma com trombocitopenia reforça suspeita; esfregaço pode mostrar mórulas em monócitos (baixa sensibilidade). PCR é mais sensível na fase aguda e antes do tratamento. Sorologia (ELISA/IFAT) confirma exposição; títulos pareados são valiosos. Tratamento de escolha: doxiciclina (geralmente 10 mg/kg/dia por 28 dias), com suporte conforme gravidade (ex.: transfusão se pancitopenia hemorrágica). Diretrizes: CAPC; ACVIM; Greene’s.
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