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Q3192635 Medicina
Homem, 68 anos, com insuficiência renal aguda e sintomas de sobrecarga volumétrica e desequilíbrios eletrolíticos, está internado na UTI. A equipe médica está considerando diferentes métodos dialíticos para o manejo da insuficiência renal aguda. Qual das seguintes alternativas é a mais correta sobre os métodos dialíticos em UTI? 
Alternativas

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O tema central desta questão é a escolha do método dialítico mais adequado para pacientes com insuficiência renal aguda em um ambiente de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Para entender essa questão, é essencial saber que a insuficiência renal aguda é uma condição crítica caracterizada pela rápida perda da função renal, o que pode levar a desequilíbrios eletrolíticos e acúmulo de fluidos.

A alternativa C é a correta: A hemofiltração contínua (CVVH) é frequentemente utilizada em pacientes com insuficiência renal aguda e instabilidade hemodinâmica. Isso ocorre porque este método proporciona um controle mais preciso da remoção de fluidos e solutos, sendo menos agressivo para o sistema circulatório do que a hemodiálise intermitente. A hemofiltração contínua é benéfica porque permite remoção gradual de líquidos e toxinas, evitando variações bruscas de volume intravascular que podem desestabilizar pacientes criticamente doentes.

Vamos agora analisar as alternativas incorretas:

A - A afirmação de que hemodiálise contínua é preferida para todos os pacientes na UTI é incorreta. Embora a hemodiálise contínua tenha vantagens em certos pacientes, como os hemodinamicamente instáveis, ela não é indicada para todos. A escolha do método depende de diversos fatores, incluindo a condição hemodinâmica do paciente e a disponibilidade de recursos.

B - A diálise peritoneal não é geralmente indicada como tratamento de primeira linha para insuficiência renal aguda em pacientes com instabilidade hemodinâmica. Na prática, a diálise peritoneal é menos eficaz na remoção rápida de toxinas e fluidos em comparação com os métodos extracorpóreos, como a CVVH.

D - A afirmação de que a hemodiálise intermitente é contraindicada é imprecisa. Este método pode ser utilizado em pacientes estáveis hemodinamicamente. A hemodiálise intermitente pode, sim, causar desequilíbrios eletrolíticos se não for adequadamente monitorada, mas não é universalmente contraindicada.

E - Priorizar diálise peritoneal para minimizar o risco de infecção não é preciso. A diálise peritoneal tem seu próprio risco de infecção, como a peritonite. Além disso, a escolha do método dialítico deve ser baseada em consideração clínica abrangente, não apenas no risco de infecção.

Em resumo, a escolha do método dialítico depende das condições clínicas do paciente, recursos disponíveis e experiência da equipe médica. A hemofiltração contínua é uma excelente escolha para pacientes instáveis devido ao seu perfil menos agressivo e controle preciso de fluidos.

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⚕️QUESTÃO SOBRE MÉTODOS DIALÍTICOS EM UTI PARA INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA

✅ALTERNATIVA CORRETA: C: A hemofiltração contínua (CVVH) é frequentemente utilizada em pacientes com insuficiência renal aguda e instabilidade hemodinâmica porque permite um controle mais preciso da remoção de fluidos e solutos, além de reduzir a sobrecarga circulatória.

A hemofiltração contínua (CVVH) é amplamente utilizada em pacientes criticamente doentes com insuficiência renal aguda e instabilidade hemodinâmica, pois oferece maior estabilidade hemodinâmica e controle preciso da remoção de fluidos e solutos, sendo ideal para pacientes instáveis.

✏️JUSTIFICATIVA.

A hemofiltração contínua (CVVH) é um método de substituição renal que utiliza ultrafiltração para remover fluidos e solutos de forma gradual e contínua, minimizando o risco de instabilidade hemodinâmica. Este método é particularmente útil em pacientes com insuficiência renal aguda na UTI, pois permite ajustes precisos na remoção de líquidos e no equilíbrio eletrolítico, além de ser bem tolerado por pacientes com instabilidade circulatória.

⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS

❌ [A]: A hemodiálise contínua não é preferida para todos os pacientes com insuficiência renal aguda na UTI. A escolha do método depende da condição clínica do paciente, e a hemodiálise contínua é mais indicada em casos específicos.

❌ [B]: A diálise peritoneal não é geralmente indicada como tratamento de primeira linha para insuficiência renal aguda em pacientes com instabilidade hemodinâmica. Este método é mais utilizado em situações específicas, como em pacientes pediátricos ou com contraindicações para métodos extracorpóreos.

✅ [C]: A hemofiltração contínua (CVVH) é frequentemente utilizada em pacientes com instabilidade hemodinâmica, sendo esta a alternativa correta.

❌ [D]: A hemodiálise intermitente não é contraindicada em todos os pacientes com insuficiência renal aguda na UTI. Embora possa causar desequilíbrios em pacientes instáveis, é uma opção válida em pacientes hemodinamicamente estáveis.

❌ [E]: A escolha do método dialítico não prioriza sempre a diálise peritoneal. Este método tem indicações específicas e não é a primeira escolha na maioria dos casos de insuficiência renal aguda em UTI.

⏳RESUMO:

A hemofiltração contínua (CVVH) é o método preferido para pacientes com insuficiência renal aguda e instabilidade hemodinâmica na UTI, devido à sua capacidade de remover fluidos e solutos de forma gradual e precisa, reduzindo o risco de instabilidade circulatória.

‼️PONTOS CHAVE

◊ A hemofiltração contínua (CVVH) é ideal para pacientes com instabilidade hemodinâmica.

◊ Permite controle preciso da remoção de fluidos e solutos, minimizando riscos.

◊ A escolha do método dialítico depende da condição clínica do paciente.

◊ Métodos contínuos são preferidos em pacientes criticamente doentes na UTI.

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