Uma mulher de 63 anos, pós-menopausa há 11 anos, procura ate...
Uma mulher de 63 anos, pós-menopausa há 11 anos, procura atendimento após uma fratura de rádio distal ocorrida depois de queda da própria altura. Ela faz uso crônico de omeprazol e relata histórico materno de fratura de quadril. Nega tabagismo. No último ano, refere dor torácica baixa intermitente, sem trauma associado. Exame físico sem alterações relevantes. A densitometria óssea revela Coluna lombar: t-score –2,9 e colo do fêmur: t-score –2,3. Os exames laboratoriais mostram: cálcio sérico normal, vitamina D 19 ng/mL, PTH no limite superior da normalidade, TSH normal, função renal preservada.
Considerando o caso, qual é a conduta mais adequada neste momento?
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Fratura por fragilidade em mulher pós-menopáusica associada a T-score lombar de -2,9 caracteriza osteoporose com indicação de tratamento farmacológico; com função renal preservada e vitamina D de 19 ng/mL, a conduta é iniciar bisfosfonato e corrigir a deficiência de vitamina D.
- Em mulher pós-menopausa, fratura após queda da própria altura deve ser lida como fratura por fragilidade até prova em contrário no contexto da questão.
- Para diagnóstico densitométrico, basta um sítio com T-score <= -2,5; um outro sítio em osteopenia não desfaz o diagnóstico.
- Vitamina D baixa deve ser corrigida, mas não substitui a droga antifratura quando já existe indicação formal de tratamento da osteoporose.
- Exame complementar para pesquisar fratura vertebral pode ser pertinente, mas não deve atrasar tratamento já claramente indicado pelos dados disponíveis.
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