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Q3192624 Medicina
Homem de 68 anos, com histórico de insuficiência cardíaca e DPOC, é admitido na UTI com diagnóstico de Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA) após um quadro de sepse. Considerando a fisiopatologia da SARA, qual das seguintes descrições é a mais correta? 
Alternativas

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Para entender esta questão, é essencial compreender a fisiopatologia da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), uma condição crítica frequentemente associada a uma resposta inflamatória excessiva nos pulmões. Essa resposta inflamatória geralmente ocorre devido a condições como sepse, o que é exatamente o caso deste paciente. A SARA resulta em um edema pulmonar não cardiogênico, que é uma característica central da doença.

Alternativa Correta: B - A lesão alveolar na SARA é primariamente causada por uma resposta inflamatória sistêmica, resultando em aumento da permeabilidade capilar e formação de edema pulmonar não cardiogênico. Esta descrição está de acordo com a fisiopatologia clássica da SARA, onde mediadores inflamatórios causam danos à membrana alveolocapilar, permitindo que o fluido vaze para o espaço alveolar. Este fenômeno não está relacionado à pressão hidrostática, mas sim à permeabilidade aumentada, como descrito em diretrizes médicas, incluindo o Harrison’s Principles of Internal Medicine e o UpToDate.

Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:

Alternativa A - Sugere que a SARA é causada por um aumento da pressão hidrostática nos capilares pulmonares. Isso está incorreto, pois a SARA é caracterizada por edema não cardiogênico, o que significa que não é devido ao aumento da pressão hidrostática, mas ao aumento da permeabilidade capilar, como discutido anteriormente.

Alternativa C - Afirma que a hipoxemia na SARA ocorre devido à vasoconstrição pulmonar. Na realidade, a hipoxemia em SARA é primariamente devida a um desvio intrapulmonar de sangue, onde áreas mal ventiladas causam baixa oxigenação do sangue, e não pela vasoconstrição redirecionando o fluxo para áreas não ventiladas.

Alternativa D - Indica que a ventilação mecânica com altos volumes correntes é o tratamento inicial preferido. Isso está errado; o manejo da SARA enfatiza o uso de ventilação protetora com baixos volumes correntes para minimizar o barotrauma e o volutrauma, conforme as diretrizes do ARDSnet.

Alternativa E - Menciona que a SARA se caracteriza por fibrose pulmonar precoce e irreversível. Isso não é verdade para todos os pacientes. A SARA pode progredir para fibrose, mas isso não é imediato e nem ocorre em todos os casos. A evolução para fibrose depende da gravidade e duração da SARA.

Para resolver questões sobre SARA, é crucial focar nas causas inflamatórias e nos efeitos da permeabilidade capilar aumentada. Considere sempre a fisiopatologia subjacente e o manejo baseado em evidências.

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