Sobre lacerações extensas da parede torácica associadas a fr...

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Q3833866 Medicina
Sobre lacerações extensas da parede torácica associadas a fraturas múltiplas, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a presença de defeito extenso e instável da parede torácica: no cenário de lacerações amplas associadas a fraturas múltiplas, há perda de suporte osteomuscular com risco de ventilação paradoxal e piora da mecânica respiratória, o que indica reconstrução estrutural da parede para restaurar estabilidade e proteção intratorácica; por isso a alternativa A é a compatível com a conduta cirúrgica correta.

Tema central: Reconstrução da parede torácica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque descreve o princípio reconstrutivo central nesse tipo de trauma: quando há perda de substância associada a instabilidade estrutural, o objetivo não é apenas cobertura cutânea, mas restabelecer a rigidez da caixa torácica, proteger as vísceras intratorácicas e reduzir ventilação paradoxal. Para isso, malhas sintéticas ou biológicas e retalhos musculares são recursos clássicos, escolhidos conforme extensão do defeito, localização, contaminação e disponibilidade tecidual.
B
Errada
Está errada porque transforma contaminação em contraindicação absoluta. Pela base, contaminação ou risco infeccioso não proíbem sempre a reconstrução; eles mudam a estratégia técnica, com desbridamento, controle infeccioso, cobertura vascularizada e eventual escolha de materiais biológicos ou reconstrução em etapas. O erro médico é ignorar que a necessidade de restaurar a parede pode persistir mesmo em cenário contaminado.
C
Errada
Está errada pelo uso do termo nunca. Fraturas cominutivas do arco posterior podem ter menor tendência a paradoxo franco pela estabilização relativa da escápula e da musculatura, mas isso não exclui de forma absoluta instabilidade torácica. O critério decisivo é que a repercussão mecânica depende da extensão da lesão e do contexto anatômico, não de uma regra universal.
D
Errada
Está errada porque impõe obrigatoriedade de prótese rígida com base apenas em um corte fixo em centímetros. A base afirma que não existe ponto de corte universal de 2 cm que determine reconstrução rígida em qualquer caso; a decisão depende de localização do defeito, número de arcos comprometidos, extensão, instabilidade e repercussão funcional. O erro é substituir avaliação biomecânica por regra numérica simplista.
E
Errada
Está errada porque nega a relevância funcional dos defeitos laterais extensos. Pela biomecânica da caixa torácica, defeitos anterolaterais e laterais podem comprometer de modo importante a ventilação, pela maior mobilidade da região e pela possibilidade de instabilidade e movimento paradoxal. Portanto, não é correto afirmar que dispensam reconstrução mesmo quando extensos.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: o uso de termos absolutos como sempre, nunca e obrigatório, e a tendência de reduzir o problema a fechamento de partes moles, quando o ponto decisivo era a instabilidade mecânica da parede torácica e sua repercussão ventilatória.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma de parede torácica, procure primeiro sinais de perda de suporte osteomuscular e instabilidade, porque isso define necessidade de reconstrução estrutural.
  • Não aceite alternativas com sempre, nunca ou obrigatório quando a indicação depende de extensão, localização, estabilidade e contaminação.
  • Diferencie cobertura do defeito de reconstrução da parede: em defeitos extensos, o objetivo é restaurar mecânica ventilatória e proteção intratorácica.
  • Valorize defeitos laterais ou anterolaterais extensos, que podem ter repercussão ventilatória importante.

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