... é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos ...

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Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: DNOCS Prova: FCC - 2010 - DNOCS - Agente Administrativo |
Q31015 Português
A exploração dos recursos naturais da Terra permite à
humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores.
Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza,
sempre se aproveitou dela como se o dote fosse inesgotável.
Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos
recursos naturais de que o homem depende para manter seu
padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto,
e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado
recentemente dá a dimensão de como a exploração desses
recursos saiu do controle e das consequências que isso pode
ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo
de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a
capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não
dá mais conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela.
A exploração abusiva do planeta já tem consequências

visíveis. A cada ano, desaparece uma área equivalente a duas
vezes o território da Holanda. Metade dos rios do mundo está
contaminada por esgoto, agrotóxicos e lixo industrial. A degradação
e a pesca predatória ameaçam reduzir em 90% a oferta
de peixes utilizados para a alimentação. As emissões de CO2
cresceram em ritmo geométrico nas últimas décadas, provocando
o aumento da temperatura do globo.

Evitar uma catástrofe planetária é possível. O grande
desafio é conciliar o desenvolvimento dos países com a
preservação dos recursos naturais. Para isso, segundo os
especialistas, são necessárias soluções tecnológicas e políticas.
O engenheiro agrônomo uruguaio Juan Izquierdo, do Programa
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, propõe que
se concedam incentivos e subsídios a agricultores que
produzam de forma sustentável. "Hoje a produtividade de uma
lavoura é calculada com base nos quilos de alimentos produzidos
por hectare. No futuro, deverá ser baseada na capacidade
de economizar recursos escassos, como a água", diz ele.

Como mostra o relatório, é preciso evitar a todo custo

que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.
(Adaptado de Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira. Veja,
5 de novembro de 2008, pp. 96-99)
... é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor. (último parágrafo)

A forma verbal que traduz exatamente o sentido da que está grifada acima é:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trecho "é preciso evitar a todo custo que se usem mais recursos do que a natureza é capaz de repor.", a equivalência exigida é entre a forma de presente do subjuntivo com valor passivo e sua reescritura em voz passiva analítica, sem alteração de tempo, modo e número; por isso, a forma correspondente é "sejam usados", que leva à alternativa D.

Tema central: equivalência verbal
Análise das alternativas
A
Errada
"foram usados" está no pretérito perfeito do indicativo. Isso transforma a ideia de eventualidade a ser evitada em ação concluída no passado. Há passiva, mas não há equivalência exata de tempo e modo com "se usem".
B
Errada
"tinha sido usado" rompe a equivalência em vários pontos: está no pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo, indica anterioridade passada e ainda aparece no singular. A forma original está no plural e no presente do subjuntivo.
C
Errada
"possa ser usado" não é simples reescrita de "se usem", porque acrescenta o verbo modal "poder", alterando o valor semântico da construção. Além disso, está no singular, em desacordo com "mais recursos".
D
Certa
"sejam usados" é a forma passiva analítica correspondente a "se usem", preservando plural, presente do subjuntivo e o valor de eventualidade a ser evitada.
E
Errada
"tenha sido usado" mantém o subjuntivo, mas troca o presente simples por forma composta com valor de anterioridade ou conclusão, o que não corresponde ao sentido prospectivo de "se usem". Também está no singular, quebrando a concordância com "mais recursos".
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer apenas a ideia de passiva e reconhecer a equivalência exata: não basta haver voz passiva; é necessário manter também o presente do subjuntivo, o plural e o valor de eventualidade.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se o "se" é apassivador observando se o verbo é transitivo direto e se há concordância com o termo paciente.
  • Na passagem da passiva sintética para a analítica, preserve tempo, modo e número verbal; sem isso, a equivalência não é exata.
  • Desconfie de alternativas que introduzem verbo modal, como "poder", porque isso altera o sentido da forma original.

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Comentários

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Observe-se que a construção “se usem”, que está na voz passiva sintética, apresenta verbo no presente do subjuntivo. Logo fica traduzida na voz passiva analítica “sejam usados”, preservando-se o tempo no presente do subjuntivo.

Que se usem = a conjunção deu a dica: usem (3ª pessoa do presente do subjuntivo)

Flexionando o auxiliar “ser” na 3ª pessoa do presente do subjuntivo = que eles SEJAM.

Flexionando o principal “usar” no particípio = usados.

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