Em relação ao manejo cirúrgico das estenoses traqueais benig...

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Q3833849 Medicina
Em relação ao manejo cirúrgico das estenoses traqueais benignas pós-intubação, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que, nas estenoses traqueais benignas pós-intubação curtas, cicatriciais e ressecáveis, sem extensão subglótica relevante, a ressecção traqueal segmentar com anastomose primária é a conduta definitiva de escolha; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Estenose traqueal benigna
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A descreve a indicação clássica do tratamento cirúrgico definitivo nas estenoses benignas simples/ressecáveis. Quando a lesão é curta, localizada e não complexa, a ressecção do segmento estenosado com anastomose primária remove o tecido fibrótico e oferece a melhor chance de cura definitiva. A ressalva sobre ausência de extensão subglótica significativa é pertinente, pois esse acometimento pode exigir outra estratégia reconstrutiva.
B
Errada
Está errada porque stent metálico não é primeira linha em estenose traqueal benigna simples. Na doença benigna, esse material pode causar granulação, impactação, dificuldade de retirada e outras complicações, de modo que seu uso é restrito e não preferencial. A alternativa erra ao transformar uma medida de indicação limitada em conduta inicial padrão.
C
Errada
Está errada porque a dilatação endoscópica isolada não remove o segmento fibrótico maduro da estenose pós-intubação. Em estenoses inflamatórias e principalmente fibrosas, a recorrência é frequente; portanto, não se sustenta como regra geral taxa superior a 80% de cura definitiva. A alternativa superestima indevidamente a durabilidade de um método que costuma ser temporizador ou reservado a casos selecionados.
D
Errada
Está errada porque traqueostomia baixa não compõe preparo rotineiro antes de ressecção cricotraqueal. Pelo contrário, pode aumentar inflamação local, alterar a extensão da lesão e dificultar a reconstrução. Ela pode ser necessária em situações clínicas específicas de via aérea, mas não como rotina universal.
E
Errada
Está errada porque exclui de forma absoluta uma opção reconstrutiva que pode ser considerada conforme anatomia, grau e extensão da estenose subglótica. Quando há acometimento subglótico ou cricoide, o planejamento cirúrgico muda; isso não autoriza afirmar que laringotraqueoplastia nunca deve ser considerada na etiologia idiopática. O erro é a contraindicação categórica sem base anatômica individual.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre tratamento definitivo da estenose benigna simples e medidas endoscópicas ou protéticas de papel limitado, além de testar se o candidato percebe que o envolvimento subglótico muda a operação indicada.
Dica para questões semelhantes
  • Em estenose traqueal benigna pós-intubação, primeiro classifique se é curta e ressecável ou se há doença complexa/subglótica; essa distinção define a técnica.
  • Dilatação isolada não deve ser tomada como curativa na estenose cicatricial fibrótica; pense nela como estratégia temporária ou para casos muito selecionados.
  • Desconfie de alternativas que coloquem stent metálico como primeira linha em via aérea benigna simples.
  • Termos absolutos como "preferencial", "rotineiro" e "não deve ser considerada" costumam cair quando ignoram a topografia da lesão e a individualização reconstrutiva.

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