Paciente com carcinoma escamoso de pulmão, T2N0, funcionalme...

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Q3833845 Medicina
Paciente com carcinoma escamoso de pulmão, T2N0, funcionalmente apto à ressecção. PET-CT sem doença oculta. Entretanto, biópsia demonstra PD-L1 de 90%.
Qual é o tratamento inicial recomendado? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em câncer de pulmão não pequenas células escamoso T2N0, com PET-CT sem doença oculta e paciente funcionalmente apto, a ressecção cirúrgica oncológica com linfadenectomia é o tratamento primário recomendado; PD-L1 de 90% não substitui a indicação cirúrgica em doença localizada ressecável.

Tema central: CPNPC escamoso ressecável inicial
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque PD-L1 maior que 50% não converte um tumor pulmonar localizado e ressecável em indicação de imunoterapia exclusiva. O determinante da conduta inicial aqui é o estádio T2N0 com PET-CT sem doença oculta e paciente operável, situação em que a cirurgia é o padrão com intenção curativa.
B
Errada
Está errada porque quimiorradioterapia definitiva é estratégia para doença irressecável ou para inviabilidade cirúrgica, o que não está presente no caso. Não há base para substituir cirurgia por tratamento não cirúrgico apenas por ser histologia escamosa em um T2N0 operável.
C
Certa
Em câncer de pulmão não pequenas células escamoso em estádio inicial ressecável, sem acometimento nodal detectado e sem metástase oculta no PET-CT, o tratamento de escolha com intenção curativa é ressecção anatômica pulmonar com avaliação linfonodal adequada. Como o paciente é funcionalmente operável, a principal barreira à cirurgia não existe. O PD-L1 alto pode ter relevância em contextos sistêmicos específicos, mas, isoladamente, não revoga a primazia da cirurgia em T2N0 operável.
D
Errada
Está errada porque imunoterapia neoadjuvante isolada não é obrigatória sempre que o PD-L1 é alto. A base é explícita ao afirmar que a indicação de neoadjuvância depende do estágio e da estratégia oncológica específica, e o cenário descrito permanece classicamente de cirurgia como tratamento inicial.
E
Errada
Está errada porque PD-L1 elevado não é critério isolado para indicar quimioterapia neoadjuvante em todos os casos. Além disso, o caso descreve doença ressecável com indicação cirúrgica primária, e a base não sustenta universalização de quimioterapia pré-operatória por biomarcador.
Pegadinha da questão
A banca tenta deslocar o eixo da decisão de estádio + operabilidade para biomarcador isolado. O erro seria tratar PD-L1 de 90% como motivo para abandonar a cirurgia em um T2N0 claramente ressecável.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de pulmão inicial, decida primeiro por estádio clínico e ressecabilidade; biomarcador não vem antes disso.
  • Se o caso trouxer T inicial, N0, ausência de doença oculta e aptidão cirúrgica, a conduta primária tende a ser ressecção oncológica com avaliação linfonodal.
  • PD-L1 alto tem utilidade contextual; sozinho, não autoriza trocar tratamento curativo cirúrgico por imunoterapia exclusiva.
  • Quimiorradioterapia definitiva exige cenário de irressecabilidade ou impossibilidade cirúrgica, não apenas histologia escamosa.

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