Paciente 25 anos, primigesta e nulípara, chega a emergência ...

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Q3833535 Medicina
Paciente 25 anos, primigesta e nulípara, chega a emergência obstétrica na 31ª semana de gravidez, com queixa de dor em baixo ventre. Refere gestação gemelar. Traz ultrassonografia (USG) realizada no dia anterior: peso fetal estimado no percentil 50 em ambos os fetos e maior bolsão de 8,1 cm; placenta única e posterior sem a presença de membrana divisória; e fetos em apresentação cefálica. Ao exame: dinâmica uterina 2 contrações/ 10 minutos/ 40 segundos, batimentos cardio fetais de 136 bpm e 156 bpm e pressão arterial de 120 x 70 mmHg. O toque vaginal evidenciou colo posterior e pérvio 2 cm de dilatação, com 80% de apagamento, primeiro feto cefálico e bolsa das águas íntegra. 
Assinale a alternativa CORRETA quanto a melhor conduta baseada nas recomendações atuais.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Placenta única sem membrana divisória caracteriza gestação gemelar monocoriônica monoamniótica; nesse subtipo, a recomendação atual é parto planejado entre 32+0 e 33+6 semanas, por cesariana, devido ao risco de entrelaçamento/compressão de cordões. Como a paciente está com 31 semanas e em trabalho de parto prematuro com membranas íntegras, a tocólise é usada de forma curta para permitir corticoterapia antes da interrupção precoce.

Tema central: Gemelar monoamniótica prematura
Análise das alternativas
A
Errada
Embora traga tocólise e corticoterapia, erra ao propor indução. Na gestação monocoriônica monoamniótica, a leitura adotada na base favorece cesariana programada no parto planejado precoce, pelo risco de entrelaçamento/compressão de cordões.
B
Certa
A alternativa B é a melhor porque contempla a conduta imediata e o planejamento obstétrico. No momento, trata-se de trabalho de parto prematuro com 31 semanas, colo com dilatação e apagamento, contrações regulares e bolsa íntegra; nessa situação, cabe tocólise para ganhar tempo e realizar corticoterapia antenatal, já que há alta probabilidade de parto prematuro antes de 34 semanas. Depois, pelo fato de ser uma gestação monocoriônica monoamniótica, o parto deve ser programado precocemente, em torno de 32+0 a 33+6 semanas, com cesariana.
C
Errada
Erra o timing e a estratégia. A base recomenda parto planejado entre 32+0 e 33+6 semanas para gêmeos monoamnióticos, e não aguardar até 35 semanas; além disso, a proposta não acompanha a cesariana programada sustentada pela monoamnionicidade.
D
Errada
A via por cesariana é compatível com o cenário, mas o erro está no tempo de espera. Em gestação monocoriônica monoamniótica, 35 semanas é além do intervalo recomendado para interrupção programada.
E
Errada
Está errada porque, com 31 semanas, bolsa íntegra e trabalho de parto prematuro, a base indica tocólise para viabilizar corticoterapia. Além disso, a monoamnionicidade não deve ser manejada com simples evolução espontânea como conduta ótima.
Pegadinha da questão
A banca tentou fazer o candidato escolher pela apresentação cefálica dos fetos, mas o dado decisivo é a ausência de membrana divisória, que define monoamnionicidade e muda o timing do parto e a via preferencial.
Dica para questões semelhantes
  • Em gemelaridade, primeiro defina corionicidade e amnionicidade; placenta única sem membrana divisória sugere monoamnionicidade.
  • Se houver trabalho de parto prematuro antes de 34 semanas com membranas íntegras, pense em tocólise de curta duração para permitir corticoterapia.
  • Não aplique automaticamente critérios de parto vaginal dos gêmeos diamnióticos aos monoamnióticos.
  • Para monoamnióticos, memorize o parto planejado entre 32+0 e 33+6 semanas.

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