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Q2563479 Medicina

Paciente, 14 anos, apresentando odinofagia há 05 dias, sem febre, sem tosse, apresentando edema tonsilar na oroscopia e linfonodos cervicais dolorosos à palpação. Das abaixo, qual a melhor alternativa para este quadro clínico:

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Tema central: O tema abordado nesta questão é faringite aguda em adolescentes, com ênfase na identificação da etiologia provável (viral x bacteriana), reconhecimento dos principais sinais clínicos e base racional para o início de antibioticoterapia — sobretudo para prevenção de complicações, como febre reumática.

Análise do caso clínico: Paciente de 14 anos, com odinofagia há 5 dias, sem febre, sem tosse, mas com edema tonsilar e linfadenopatia cervical dolorosa. Esses sinais sugerem faringite bacteriana, principalmente por Streptococcus pyogenes (Estreptococo beta-hemolítico grupo A), já que infecções virais geralmente associam-se à tosse e sintomas sistêmicos.

Alternativa correta: BEstá indicado antibioticoterapia pela probabilidade de infecção estreptocócica e prevenção de febre reumática.

Justificativa: A ausência de febre não exclui amigdalite bacteriana. O quadro de odinofagia, edema tonsilar e linfonodos dolorosos favorece etiologia estreptocócica. O objetivo do antibiótico é prevenir complicações imunes graves, principalmente febre reumática. Segundo as Diretrizes Clínicas (Faringotonsilites), "visando prevenção da transmissão de cepas causadoras de febre reumática, deve-se indicar preferencialmente o tratamento com penicilina."

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta, pois assumir IVAS viral apenas pela ausência de febre é equivocado. Critérios clínicos (ex. Escore de Centor modificado) valorizam outros sinais além da febre.
C) Contraditória: se IVAS viral, não há indicação de antibiótico. A maioria das faringites virais dispensa esse tratamento.
D) Inadequada e antiética. Não se deve prescrever antibióticos apenas para “acalmar pais” — prescrição deve ser baseada em critérios técnicos, nunca por pressão externa.

Pontos-chave para provas: Cuidado com pegadinhas sobre a ausência de febre ou tosse. Lembre-se da importância do contexto clínico. As diretrizes e manuais de referência — como UpToDate e o Harrison’s Principles of Internal Medicine — ressaltam que a prevenção da febre reumática justifica a antibioticoterapia na suspeita de faringite estreptocócica.

Resumo: A melhor conduta é iniciar antibióticos (penicilina é padrão-ouro), mesmo diante da ausência de febre, quando o quadro clínico aponta para possível infecção bacteriana.

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Está indicado antibioticoterapia pela probabilidade de infecção estreptocócica e prevenção de febre reumática.

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