Paciente 26 anos, na 30ª semana, secundigesta e um aborto an...

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Q3833530 Medicina
Paciente 26 anos, na 30ª semana, secundigesta e um aborto anterior, chega na emergência obstétrica referindo perda de líquido há 19 horas. Após anamnese detalhada do médico assistente paciente refere que a perda foi súbita de um líquido transparente, cheirando a água sanitária, escorrendo pelas pernas e se acumulando do chão. Negava outras queixas. Ao exame clínico, temperatura axilar de 36,5oC e frequência cardíaca materna de 80 bpm. Ao exame obstétrico: dinâmica uterina ausente, toque vaginal não realizado e ausente líquido amniótico pelo exame especular e manobra de valsava.
Realizada ultrassonografia a qual foi normal (líquido amniótico e vitalidade fetal). Assinale a alternativa CORRETA baseada nas evidências?  
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na suspeita de RPMPT com história clínica sugestiva, mas sem pooling ao exame especular e com ultrassonografia normal/inconclusiva, a conduta diagnóstica recomendada é pesquisar proteínas do líquido amniótico na secreção vaginal, como PAMG-1 ou IGFBP-1. Exame clínico e ultrassom, isoladamente, não afastam a rotura nesse cenário.

Tema central: Diagnóstico de RPMPT
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. A história é compatível com rotura de membranas, e a ausência de pooling ao exame especular, assim como a ultrassonografia normal, não excluem RPMPT. O caso segue inconclusivo e exige teste complementar, não alta por exclusão indevida.
B
Errada
Errada. Na suspeita de RPMPT sem trabalho de parto, o toque vaginal digital deve ser evitado, pois aumenta o risco de infecção ascendente. A base também indica que as manobras propedêuticas podem ser feitas no exame especular, não como toque vaginal confirmatório.
C
Certa
A alternativa C está correta porque a paciente permanece com dúvida diagnóstica de RPMPT: o relato de perda súbita de líquido transparente é típico, mas o exame especular e a ultrassonografia não confirmaram nem excluiram a rotura. Nessa situação, a base recomenda testes imunocromatográficos no conteúdo vaginal para detectar proteínas específicas do líquido amniótico, como PAMG-1 ou IGFBP-1, que são úteis justamente quando a avaliação clínica é inconclusiva.
D
Errada
Errada. Repetir a ultrassonografia após uma semana não é estratégia adequada para confirmar RPMPT em uma suspeita atual, porque o ultrassom avalia o volume de líquido, mas não confirma nem exclui a rotura. A definição diagnóstica não deve ser postergada dessa forma.
E
Errada
Errada. A base admite utilidade de manobras propedêuticas no exame especular para exteriorizar líquido amniótico. Portanto, não é correto afirmar que a manobra de Tarnier não ajudaria nessa situação.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer parecer que exame especular sem saída de líquido e ultrassonografia normal excluem RPMPT. Na verdade, a suspeita permanece e deve ser esclarecida com biomarcador vaginal.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de RPMPT, uma história típica mantém valor diagnóstico mesmo com exame especular negativo horas depois.
  • Ultrassonografia normal não afasta rotura de membranas.
  • Se persistir dúvida diagnóstica, pense em PAMG-1 ou IGFBP-1 no conteúdo vaginal.
  • Evite toque vaginal digital fora do trabalho de parto na suspeita de RPMPT.

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