A estenose traqueal congênita é uma anomalia rara que pode c...

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Q3833831 Medicina
A estenose traqueal congênita é uma anomalia rara que pode cursar com obstrução aérea grave na infância. Sobre sua fisiopatologia, diagnóstico e princípios de tratamento, assinale a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A questão se resolve pelo reconhecimento de que a estenose traqueal congênita clássica é uma lesão fixa por anéis cartilaginosos completos, e que, nas formas longas, a técnica cirúrgica de escolha é a slide tracheoplasty.

Tema central: Estenose traqueal congênita
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve o mecanismo de traqueomalácia, não o da estenose traqueal congênita clássica. Colapso dinâmico da parede membranosa posterior ocorre por fraqueza estrutural e gera obstrução dinâmica; já a estenose congênita típica é uma lesão fixa por anéis cartilaginosos completos.
B
Errada
Está errada porque mistura etiologia correta com conduta incorreta. A estenose segmentar longa realmente costuma estar associada a anéis cartilaginosos completos, mas ressecção segmentar simples com anastomose término-terminal não é a técnica de escolha para segmentos longos, devido à limitação do comprimento ressecável e ao aumento da tensão anastomótica. Nesses casos, a técnica preferencial é a slide tracheoplasty.
C
Certa
A alternativa C acerta os dois pontos decisivos da questão. Primeiro, descreve corretamente a fisiopatologia: anéis completos de cartilagem substituem o padrão normal com parede membranosa posterior, produzindo estreitamento fixo e rígido da luz traqueal. Segundo, aplica corretamente o princípio cirúrgico nas formas extensas: quando a estenose é longa, a técnica preferencial é a slide tracheoplasty, porque amplia a luz e evita o problema técnico de ressecar grande comprimento traqueal com tensão anastomótica elevada. Essa correspondência entre anatomia patológica e tratamento cirúrgico é exatamente o núcleo cobrado.
D
Errada
Está errada porque dilatação endoscópica seriada não corrige o defeito estrutural rígido causado por anéis completos de cartilagem. Como o problema anatômico é cartilaginoso e fixo, essa estratégia não constitui tratamento primário definitivo habitual e pode atrasar a abordagem cirúrgica adequada.
E
Errada
Está errada porque o diagnóstico não é apenas clínico. Estridor persistente e obstrução aérea levantam suspeita, mas a definição anatômica da lesão, sua extensão e o diferencial com outras causas de obstrução traqueal exigem broncoscopia rígida/endoscopia da via aérea e avaliação complementar. Portanto, dispensar broncoscopia é tecnicamente inadequado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar estenose fixa por anéis cartilaginosos completos por traqueomalácia, que é colapso dinâmico, e aceitar uma alternativa parcialmente verdadeira na etiologia, mas errada na técnica cirúrgica para lesão longa.
Dica para questões semelhantes
  • Se a lesão descrita for rígida e fixa, pense em anéis cartilaginosos completos; se for colapso dinâmico, o mecanismo é outro.
  • Em estenose traqueal congênita longa, confronte sempre a extensão da lesão com a técnica cirúrgica: segmento longo afasta ressecção simples e favorece slide tracheoplasty.
  • Não aceite diagnóstico apenas clínico quando a questão cobra anatomia da via aérea; a confirmação depende de avaliação endoscópica e complementar.

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