Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gesta...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3833522 Medicina

Gestante 30 anos, primigesta e nulípara, 40ª semana de gestação, deu entrada na emergência obstétrica com dor em baixo ventre. Ao toque vaginal o colo uterino apresentava-se com 10 cm de dilatação, bolsa rota, líquido claro com grumos, plano II de De Lee, cefálico e OET. Dinâmica uterina: 3 contrações/ 10 minutos/ 45 segundos. Batimentos cardio-fetais (BCF) de 140 bpm. Após 6 horas, o toque vaginal era inalterado, porém com a presença de bossa serossanguínea. Dinâmica uterina: 4 contrações/ 10 minutos/ 50 segundos. BCF: 136 bpm. Neste momento foi indicado uma cesariana. Ao exame físico do recém nascido (RN) em sala de parto, encontrava-se bem com escore de Apgar 9/10, apresentando uma tumoração em região occipito parietal, predominante no parietal direito de consistência endurecida e forma cacifo.


Analise o exame físico do recém-nascido realizado em sala de parto, os dados do parto e assinale a alternativa CORRETA, que representa uma possibilidade que ocorreu durante a descida e insinuação fetal no período expulsivo.   

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a correlação entre a bossa serossanguínea no RN e a insinuação cefálica assimétrica descrita pela banca como assinclitismo anterior, interpretado no gabarito oficial como obliquidade de Nägele.

Tema central: Assinclitismo fetal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o enunciado foi construído para reconhecer uma insinuação cefálica assimétrica, e não sinclítica. Em obstetrícia clássica, essa assimetria corresponde ao assinclitismo; na interpretação adotada pela banca, o padrão descrito pela bossa parietal predominante após trabalho de parto prolongado em apresentação cefálica OET indica a forma anterior do assinclitismo, denominada obliquidade de Nägele. A bossa serossanguínea funciona aqui como pista do segmento do couro cabeludo submetido a maior pressão durante a descida.
B
Errada
Incorreta porque obliquidade de Litzmann corresponde à forma oposta de assinclitismo em relação à pretendida pelo enunciado. Se a questão foi interpretada como assinclitismo anterior, a nomenclatura correta é Nägele, não Litzmann.
C
Errada
Incorreta porque assinclitismo posterior é o correlato conceitual da obliquidade de Litzmann, e não da de Nägele. O erro aqui é reconhecer que houve assinclitismo, mas classificar o tipo de forma invertida.
D
Errada
Incorreta porque no sinclitismo a sutura sagital penetra o estreito superior aproximadamente equidistante do púbis e do promontório, sem predomínio relevante de um parietal. O enunciado sugere justamente o contrário: descida assimétrica, parada de progressão e bossa localizada.
E
Errada
Incorreta por erro de categoria conceitual. Baudelocque-Duncan não é mecanismo de insinuação nem classificação de assinclitismo; remete à nomenclatura clássica relacionada à dequitação placentária, não à descida fetal.
Pegadinha da questão
A banca explorou a inversão entre obliquidade de Nägele e obliquidade de Litzmann e usou a bossa serossanguínea localizada como pista para obrigar a distinguir o tipo de assinclitismo, além de incluir Baudelocque-Duncan para confundir mecanismo fetal com dequitação placentária.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro decida se a insinuação foi sinclítica ou assinclítica: predomínio de um parietal e bossa localizada apontam para assinclitismo.
  • Use a bossa serossanguínea como indício da área de maior pressão do couro cabeludo durante a descida.
  • Se a prova pedir a forma clássica do assinclitismo, diferencie Nägele de Litzmann; a banca desta questão vinculou o quadro ao assinclitismo anterior, isto é, Nägele.
  • Separe nomenclaturas de mecanismos fetais das de dequitação placentária para não cair em alternativa de tema diferente.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo