Uma paciente grávida, no terceiro trimestre, está sendo trat...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q4372221 Farmácia
Uma paciente grávida, no terceiro trimestre, está sendo tratada com um anticonvulsivante para controle de epilepsia. Como as mudanças fisiológicas durante a gestação podem afetar a farmacocinética desse medicamento e quais ajustes podem ser necessários?
Alternativas

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

gabarito está incorreto, pois a pergunta se refere a farmacodinamica o que o corpo faz com o medicamento, logo a metabolização do farmaco vai ocorrer no fígado com as enzimas hepática.

Diretrizes da Liga Internacional Contra a Epilepsia (ILAE) e da FEBRASGO apontam consistentemente:

  • O aumento do metabolismo hepático é o fator determinante para redução dos níveis séricos e necessidade de elevação de dose no terceiro trimestre → Alternativa A é a correta do ponto de vista clínico e científico.

  • A redução da ligação proteica existe, mas não é indicação de ajuste de dose — apenas muda a forma de interpretar os exames.

Pode ser que o gabarito esteja desatualizado ou tenha adotado um raciocínio que confunde "mudança na proteína" com "motivo de ajuste". Na prática médica e em provas bem elaboradas, a resposta correta é a A.

1. Aumento do metabolismo hepático = motivo real para elevar dose

  • A elevação dos estrogênios na gestação induz enzimas hepáticas (ex.: UGT1A4 para lamotrigina, CYP2C9/CYP3A4 para outros fármacos), aumentando a depuração dos fármacos antiepilépticos — o pico ocorre no 3º trimestre.

  • Isso reduz concentração livre e total do fármaco ativo no organismo → risco real de retorno das crises → necessidade de aumento de dose para manter níveis terapêuticos.

  • A ILAE recomenda monitorização regular e ajuste de dose guiado por níveis, com elevação progressiva ao longo da gestação.

2. Redução da ligação proteica = NÃO justifica aumento de dose

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo