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Q3294989 Radiologia
Sobre o uso da Radiologia/Imagiologia Comparativa para a Identificação de Restos Humanos, marque a alternativa correta. 
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Tema central: Imagiologia Comparativa para identificação humana baseia-se em confrontar imagens antemortem (AM) e postmortem (PM) para buscar concordâncias morfológicas (anatômicas, patológicas e iatrogênicas), avaliando número, qualidade e ausência de discrepâncias. Radiografias e TC são fundamentais.

Alternativa correta – B: A comparação AM–PM é predominantemente qualitativa, pois faltam bancos de dados populacionais robustos sobre a frequência de muitas características (p. ex., padrão dos seios frontais, trabeculação óssea, variações vasculares). Assim, o perito julga a unicidade e a compatibilidade global das estruturas, aceitando a identificação quando há múltiplas concordâncias sem discrepâncias explicáveis. Referências: INTERPOL DVI Guide (2018/2023), Atlas of Forensic Radiology and Imaging (Thali et al.).

Análise das alternativas incorretas:

A. “Requer necessariamente confirmação por outro método primário.” — Incorreta. Embora boas práticas recomendem convergência de métodos, a comparação imagiológica pode ser suficiente quando há elementos altamente individualizantes (p. ex., implante com número de série, padrão sinusal único) com AM e PM concordantes. Nas diretrizes INTERPOL DVI, DNA, impressões digitais e odontologia são “primários”, e a radiologia é usualmente classificada como suporte; porém, pode ser conclusiva em cenários específicos.

C. “Na TC é necessário fazer várias exposições até igualar a incidência AM.” — Incorreta. A TC volumétrica demanda uma única aquisição; depois, geram-se MPR, MIP, VR e DRR (radiografias virtualmente reconstruídas) reproduzindo a projeção AM sem repetir radiação, respeitando o princípio ALARA e a integridade dos restos.

D. “O tórax é mais informativo que o crânio.” — Incorreta. O crânio oferece marcadores altamente individualizantes (padrão dos seios frontais, células mastoideas, suturas, septo nasal), historicamente validados para identificação. O tórax costuma ser menos específico, exceto quando há dispositivos (próteses, marcapasso).

E. “Restaurações dentárias e tratamentos endodônticos são pouco úteis.” — Incorreta. A odontologia forense é método primário de identificação segundo INTERPOL. Restaurações, materiais, morfologia e tratamentos endodônticos oferecem padrão individual e comparam-se com alta acurácia em RX e TC.

Como pensar em prova:

  • Desconfie de termos absolutos (“necessariamente”).
  • Lembre que na TC a equivalência de incidência se faz com pós-processamento, não com múltiplas exposições.
  • Priorize regiões e achados de alta individualidade: crânio e arcada dentária.

Referências essenciais: INTERPOL DVI Guide (2018/2023); ICRC Forensic Best Practice Series; Thali MJ et al., Atlas of Forensic Radiology and Imaging.

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