Ao longo da história republicana brasileira, diferentes tent...

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Q3989360 História
Ao longo da história republicana brasileira, diferentes tentativas de ruptura institucional – bem-sucedidas ou fracassadas – evidenciam padrões distintos de reação do aparato jurídico-estatal. Quanto a esses padrões, podemos afirmar que: 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era identificar, entre os episódios citados, aquele em que a ruptura institucional foi acompanhada de formalização jurídica por atos estatais, e isso ocorre em 1937 com a outorga de nova Constituição. Como o enunciado cobra padrões de reação do aparato jurídico-estatal, essa evidência leva ao gabarito A.

Tema central: Rupturas e aparato jurídico
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque, em 1937, a ruptura institucional do Estado Novo não ficou apenas no plano da força política: houve mobilização do aparato jurídico-estatal para dar forma legal ao novo regime. O critério decisivo é a formalização jurídica da ruptura, materializada pela outorga constitucional e pela reorganização normativa do regime, o que confere exatamente a formalidade e a pretensão de legitimidade estatal mencionadas na alternativa.
B
Errada
Está errada porque equipara 8 de janeiro de 2023 ao padrão de 1964, mas a base distingue claramente os dois casos. Em 1964, houve institucionalização autoritária posterior por atos normativos do próprio regime; em 2023, a reação institucional foi de repressão, investigação e responsabilização, não de convalidação jurídica da ruptura.
C
Errada
Está errada porque afirma atuação homogênea e independente do Judiciário após 1889, e essa generalização não se sustenta. A base é expressa ao dizer que a proclamação da República não gerou resposta judicial uniforme de defesa da ordem constitucional monárquica.
D
Errada
Está errada porque descreve 1961 como subversão explícita da ordem jurídica, quando a base caracteriza a adoção do parlamentarismo como solução de compromisso para viabilizar a posse de João Goulart e conter a crise. O erro está na caracterização jurídica imprecisa desse arranjo político-institucional.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar formalização jurídica como sinônimo de legalidade democrática e, ao mesmo tempo, tratar episódios distintos como se tivessem o mesmo padrão de reação estatal, especialmente 1964 e 2023.
Dica para questões semelhantes
  • Separe três padrões distintos: formalização jurídica da ruptura, convalidação posterior do novo regime e repressão/responsabilização da tentativa de ruptura.
  • Desconfie de alternativas com termos absolutos como "homogênea" e "independente" quando a base histórica indica reação institucional não uniforme.
  • Em crises institucionais, diferencie ruptura consumada de solução de compromisso criada para conter a crise.

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Comentários

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O Golpe de 1937 mostra que regimes autoritários adoram usar o formalismo jurídico para parecerem legítimos. Com a farsa do Plano Cohen, Vargas conseguiu que o Congresso aprovasse o 'Estado de Guerra' e, logo depois, impôs uma nova Constituição (a Polaca). Como disseram aqui: não é porque é legalizado que foi bom. O Direito foi usado como arma para carimbar a ditadura com papel timbrado.

ACRESCENTANDO:

O golpe de 1964 seguiu exatamente a mesma receita de bolo de 1937: usar o Direito e as leis para "legalizar" o que, na verdade, era uma ditadura violenta.

Eles faziam isso através dos Atos Institucionais (AIs). O governo militar não rasgou a Constituição de 1946 de uma vez; eles criaram esses decretos que ficavam acima da Constituição para dar uma aparência de ordem.

GABARITO A

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