Na análise da pletismografia, uma resposta broncodilatadora ...
Na análise da pletismografia, uma resposta broncodilatadora positiva, que geralmente se traduz em melhora da sintomatologia respiratória em pacientes com DPOC, é observada quando ocorre:
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a interpretação da pletismografia no contexto da resposta broncodilatadora em pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Na DPOC, predominam a obstrução crônica das vias aéreas e a hiperinsuflação pulmonar. Essa hiperinsuflação é caracterizada, entre outros fatores, por elevação do Volume Residual (VR). O VR representa o volume de ar que permanece nos pulmões após a expiração máxima.
Por que a alternativa A é correta?
Ao administrar broncodilatadores em pacientes com DPOC, espera-se, idealmente, melhora nos sintomas respiratórios. O efeito hemodinâmico mais sensível demonstrado pela pletismografia é a redução do VR, traduzindo a diminuição da hiperinsuflação pulmonar. Isso ocorre mesmo que a variação do VEF1 seja pequena ou pouco significativa.
Destaque: O artigo “Avaliação funcional e clínica do DPOC: quando e como medir a resposta ao tratamento” (Jornal Brasileiro de Pneumologia) evidencia que a redução do VR após broncodilatação se associa à melhora sintomática e funcional em grande parte dos pacientes com DPOC.
Análise das alternativas incorretas:
B) Queda da capacidade inspiratória: Incorreta. O esperado em uma resposta positiva é o aumento da capacidade inspiratória, pois o paciente consegue “entrar” com mais ar, e não menos.
C) Queda do volume de reserva expiratória: Errada. O volume de reserva expiratória geralmente mantém-se estável ou pode até aumentar após broncodilatação.
D) Elevação da capacidade residual funcional: Incorreta. A tendência é redução ou manutenção desse parâmetro, à medida que a hiperinsuflação diminui.
E) Aumento da relação entre volume residual e capacidade pulmonar total: Errada. O adequado é a redução dessa relação, indicando menor aprisionamento aéreo.
Dica de prova: Fique atento a alternativas que confundem os volumes pulmonares: lembre-se que, em DPOC, melhora clínica se associa à redução da hiperinsuflação (queda do VR), não ao aumento de volumes residuais.
Citação normativa: Como reforça a “Diretriz Brasileira de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (2022)” (SBC/SBP), página 53: “Pacientes que apresentam redução significativa de VR à pletismografia após broncodilatador tendem a relatar melhora de dispneia e tolerância ao esforço”.
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