O pediatra neonatal que atendeu a um neonato com peso de 3.2...

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Q2881055 Medicina

O pediatra neonatal que atendeu a um neonato com peso de 3.200 g, após as medidas iniciais na sala de reanimação, encaminhou a criança para o berçário da instituição, onde ela permaneceu durante seis horas sob observação, sem motivo aparente. Nesse período ela recebeu solução glicosada por via oral em duas ocasiões. Como se verificou que ela estava bem, ela foi transferida para o alojamento conjunto, com a recomendação de retornar à noite para o berçário para que a mãe pudesse descansar. Nessa situação, foi recomendado à mãe que amamentasse a criança a cada três horas. Com 36 horas de vida, ainda sem apojadura materna, a criança recebeu alta.

Nessa situação, a quantidade de erros relacionados ao programa de alojamento conjunto é igual a

Alternativas

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TEMA CENTRAL: A questão trata dos princípios do alojamento conjunto e das condutas adequadas no cuidado neonatal segundo protocolos oficiais do Ministério da Saúde e diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria. O alojamento conjunto prioriza a permanência contínua da mãe com o recém-nascido sadio, promovendo vínculo, aleitamento materno efetivo e reduzindo riscos de infecção e erros de medicação.

ALTERNATIVA CORRETA: A (6 erros)

Justificativa: Vamos analisar detalhadamente cada erro no cenário apresentado:

1) Separação inicial sem indicação: A criança foi encaminhada ao berçário após as medidas iniciais sem motivo clínico. O correto é mãe e RN juntos desde o início (Portaria nº 2.068/2016).

2) Uso de solução glicosada: Administração de líquidos, como solução glicosada, está contraindicada, salvo critérios clínicos específicos. O leite materno deve ser a única oferta (Guia de Atenção ao RN).

3) Retorno ao berçário para descanso materno: A separação mãe-filho para descanso fere o princípio do alojamento conjunto em tempo integral.

4) Intervalos fixos para amamentação: Orientar amamentação a cada três horas é inadequado. A recomendação atual é amamentação sob livre demanda, respeitando sinais de fome do bebê.

5) Alta precoce sem apojadura: Alta hospitalar segura requer evidências de aleitamento bem estabelecido, e a apojadura é esperada antes da alta, reduzindo risco de complicações.

6) Falta de orientação sobre cuidados domiciliares: É obrigatório oferecer orientações sobre sinais de alerta e cuidados pós-alta para garantir a segurança do RN.

Estratégias de prova: Fique atento(a) a expressões que sugerem separação desnecessária mãe-bebê ou práticas ultrapassadas, como suplemento oral ou amamentação regulada por horário. Lembre-se que a abordagem mais atual preconiza contato pele a pele, livre demanda e educação em saúde no momento da alta.

Análise das alternativas:

As opções B, C, D e E subestimam a quantidade de falhas, porque desconsideram erros menos óbvios, como a falta de orientação na alta e a alta precoce sem apojadura, ambos graves segundo protocolos do Ministério da Saúde.

Diretrizes aplicáveis: Segundo a Portaria nº 2.068/2016 e o Guia de Atenção à Saúde do Recém-Nascido (Ministério da Saúde), todas as condutas citadas como incorretas no cenário vão de encontro às melhores práticas recomendadas e devem ser evitadas.

Bons estudos! Se precisar de mais exemplos ou revisões, conte comigo.

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