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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Técnico em Laboratório |
Q3364034 Técnicas em Laboratório
Em análises laboratoriais, a qualidade da água afeta diretamente a confiabilidade dos resultados obtidos, pois íons indesejáveis e microrganismos podem alterar reações químicas ou contaminações em cultivos, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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Tema central: qualidade da água em laboratório clínico. A pureza química (íons, orgânicos) e biológica (microrganismos/endotoxinas) influencia diretamente ensaios analíticos, culturas e controle de qualidade. Diretrizes relevantes: CLSI C3-A4 (Preparation and Testing of Reagent Water in the Clinical Laboratory), ISO 3696, ASTM D1193 e checklists CAP.

Alternativa correta: DRemover íons (por osmose reversa, deionização/IX, destilação e “polishing”) e esterilizar (filtração 0,22 µm, UV 254 nm, autoclavação) reduz contaminantes químicos e biológicos, estabilizando pH e condutividade/resistividade, e prevenindo reações imprevistas (complexação, precipitação, inibição/ativação enzimática) e contaminações em cultura. Isso está alinhado aos requisitos de água Tipo I/II (baixa TOC, alta resistividade) para análises sensíveis (CLSI/ISO/ASTM).

Por que as demais estão incorretas?

A — “Verificação de turbidez” não detecta íons dissolvidos (Ca²⁺, Mg²⁺, Cl⁻, PO₄³⁻) nem microrganismos em baixa carga. Água límpida pode ter alta condutividade e interferir em ensaios (ex.: Ca²⁺ precipitando com fosfato; íons alterando tampões). Microrganismos produzem enzimas e metabólitos que degradam analitos e mudam pH. Logo, turbidez não substitui o controle iônico e microbiológico (CLSI/ISO).

B — Esterilização não remove íons. Ensaios químicos/enzimáticos são sensíveis a cátions e ânions (ex.: Mg²⁺, Fe³⁺, Cu²⁺ catalisam reações indesejadas; cloretos afetam eletrodos; dureza altera reações colorimétricas). Para reações reprodutíveis é obrigatório controlar íons e TOC, além do controle microbiológico (ASTM D1193; CAP).

C — A destilação reduz significativamente sais e inativa microrganismos, mas pode arrastar voláteis (NH₃, CO₂) e não remove endotoxinas com eficiência; sem pós-tratamento, pode haver carryover e recontaminação no armazenamento. Dizer que “não interfere” e que tratamentos adicionais “não têm impacto” contradiz ISO/CLSI, que recomendam etapas combinadas (RO+IX+UV+filtração) para análises críticas.

Pegadinhas e estratégia: desconfie de termos absolutos como “apenas”, “dispensa” e “sem impacto”. Em água de laboratório, pense sempre no binômio químico-biológico: controle de íons + controle microbiológico/endotoxinas. Verifique palavras-chave como pH, condutividade/resistividade e TOC para inferir a exigência de água Tipo I/II.

Glossário rápido: Condutividade: mede íons dissolvidos (quanto maior, pior a pureza); Resistividade: inverso da condutividade (≥18 MΩ·cm para Tipo I); Endotoxinas: lipopolissacarídeos bacterianos que interferem em bioensaios.

Referências essenciais: CLSI C3-A4; ISO 3696:1987; ASTM D1193; CAP Laboratory Accreditation Program Checklists.

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