Considere o excerto: “Embora a superfície da Lua esteja cobe...
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Sonda chinesa identifica mineral inédito na Lua
As crateras lunares são resultado da colisão entre a Lua e objetos celestiais, como asteroides e cometas. O impacto é rápido, envolvendo alta velocidade, pressão e temperatura. O fenômeno, além de alterar o relevo da superfície do satélite natural da Terra, também é responsável por mudanças na composição mineral do solo lunar, chamado de regolito. Por isso, uma das formas de estudar o passado da Lua consiste em analisar os minerais que compõem a sua superfície. Recentemente, a missão chinesa Chang’e-5 retornou para a Terra com 1,73 kg de regolito, fornecendo novos materiais para a investigação da história do nosso satélite natural.
Os pesquisadores identificaram um novo mineral lunar, o Changesite-(Y), bem como minerais do grupo dos silicatos em uma combinação considerada “desconcertante”. As amostras foram coletadas em uma região denominada Oceanus Procellarum. Tais descobertas foram descritas em artigo publicado na revista Matter and Radiation at Extremes na última terça-feira (6).
De acordo com as estimativas dos cientistas, a colisão de objetos celestiais que resultou nas amostras teve uma pressão máxima entre 11 e 40 GPa e uma duração de 0,1 a 1 segundo. A cratera gerada na Lua pode ter entre 3 e 32 km de largura.
O novo mineral Changesite-(Y) pertence ao grupo dos fosfatos e é caracterizado por colunas de cristais transparentes, sem cor. A combinação dos silicatos, por sua vez, inclui a seifertita e a estishovita – ambas quimicamente similares ao quartzo, mas com estruturas cristalinas distintas.
O fragmento que contém seifertita e estishovita surpreendeu os pesquisadores, uma vez que esses minerais, teoricamente, só coexistiriam em pressões muito mais elevadas do que as da amostra. “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto, minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”, afirma a pesquisadora e autora do estudo Wei Du em nota. “Uma das possíveis explicações para isso é que a maioria dos minerais de alta pressão são instáveis em altas temperaturas.”
No caso da amostra coletada pela missão Chang’e-5, levantou-se a hipótese de que a presença de um terceiro polimorfo dos silicatos, a α-cristobalita, pode ter sido importante para viabilizar a combinação de seifertita e estishovita.
“A seifertita pode ter se formado a partir da αcristobalita durante o processo de compressão, e uma parte da amostra se transformou em estishovita durante o subsequente processo de elevação de temperatura”, propõe Du.
Revista Galileu. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/espaco/n oticia/2024/02/sonda-chinesa-identifica-mineralinedito-na-lua.ghtml>
Considere o excerto: “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto, minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”. Nesse contexto, a oração introduzida pelo vocábulo “embora” classifica-se, segundo a norma gramatical, como:
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Tema central: Classificação das orações subordinadas adverbiais, com foco na função da oração subordinada concessiva introduzida pela conjunção “embora”.
Justificativa da alternativa correta:
No trecho apresentado, a oração “Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto” apresenta uma situação que, a princípio, poderia fazer supor um resultado diferente do apresentado na oração principal: “minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares”. Ou seja, há uma expectativa contrariada. Essa relação é o que caracteriza uma oração subordinada adverbial concessiva, pois expressa uma ideia de concessão – reconhece-se um fato, mas ele não impede o outro.
Regra: Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), orações subordinadas adverbiais concessivas expressam um fato contrário que não impede a ação principal. São introduzidas por “embora”, “ainda que”, “mesmo que” e afins.
Alternativa correta: A) Oração subordinada adverbial concessiva.
Análise das alternativas incorretas:
B) Temporal: Incorreta, pois orações temporais expressam tempo e são normalmente introduzidas por “quando”, “enquanto”, “assim que”. Nada disso ocorre neste contexto.
C) Condicional: Incorreta, pois orações condicionais (introduzidas por “se”, “caso”, “desde que”) exprimem condição – o que não ocorre no excerto.
D) Oração coordenada adversativa: Errada porque adversativas são independentes entre si e introduzidas por “mas”, “porém”. Aqui, temos uma relação de subordinação.
E) Coordenada explicativa: Também equivocada, pois as explicativas têm função de justificar e são introduzidas por “porque”, “portanto”. Nada disso aparece no trecho.
Dica de prova: Em questões de conectivo, muito cuidado com a conjunção utilizada: “embora” sempre indica concessão! Treine identificar o sentido reverso/contrariado e lembre das conjunções concessivas clássicas para não confundir.
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ALTERNATIVA A
A oração introduzida pelo vocábulo "embora" classifica-se como uma oração subordinada adverbial concessiva.
O que é uma oração subordinada adverbial concessiva? Ela expressa uma ideia de contrariedade, ou seja, algo que ocorre apesar de outra coisa. O uso de "embora" indica que, mesmo com a condição mencionada, a ideia principal da oração é mantida.
Exemplo no contexto da frase:
- "Embora a superfície da Lua esteja coberta por dezenas de milhares de crateras de impacto" (algo que seria esperado ou normal),
- "minerais de alta pressão são incomuns em amostras lunares" (algo que se contrapõe ou contraria a expectativa).
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