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Q4237675 Medicina
No tratamento cirúrgico de pacientes com paralisia do nervo interósseo posterior, é desnecessária a transferência tendínea do 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na paralisia isolada do nervo interósseo posterior, o déficit principal é a extensão dos dedos e do polegar, enquanto a extensão do punho costuma estar preservada pelos extensores radiais do carpo; por isso, a transferência do pronador redondo para extensão do punho é a desnecessária no caso.

Tema central: Paralisia do nervo interósseo posterior
Análise das alternativas
A
Errada
Na paralisia isolada do nervo interósseo posterior, a reconstrução cirúrgica deve repor a função efetivamente perdida. O padrão anatômico-funcional consolidado é perda da extensão dos dedos e do polegar, com preservação relativa da extensão do punho, muitas vezes com desvio radial. Assim, a transferência do pronador redondo para extensão do punho corresponde ao esquema de paralisia radial mais alta, não ao déficit típico da PIN palsy, e por isso é desnecessária nesse cenário.
B
Errada
Está errada porque a extensão do polegar é justamente uma das funções tipicamente perdidas na paralisia do nervo interósseo posterior. A transferência de palmar longo para o extensor longo do polegar é clássica e coerente com o déficit motor esperado nessa lesão, portanto não pode ser a desnecessária.
C
Errada
Está errada porque a lesão do interósseo posterior compromete a extensão metacarpofalângica dos dedos, que é uma das perdas funcionais centrais do quadro. O uso do flexor radial do carpo para restaurar a extensão dos dedos é uma transferência clássica para reanimar os extensores dos dedos, então essa alternativa descreve uma reconstrução pertinente, não dispensável.
D
Errada
Está errada porque a questão pede a transferência desnecessária segundo a função a ser reconstruída, não o doador menos clássico. O braquiorradial pode ser empregado em reconstruções selecionadas de dedos ou polegar; portanto, não é possível eliminá-lo por inadequação absoluta do tendão doador. O erro inequívoco da questão é reconstruir extensão do punho em uma lesão na qual essa função costuma estar preservada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre paralisia radial alta e paralisia isolada do nervo interósseo posterior: quem aplica automaticamente o esquema completo da paralisia radial escolhe reconstruir a extensão do punho, esquecendo que na PIN palsy essa função geralmente permanece.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro localize o nível da lesão do radial: paralisia do interósseo posterior não equivale a paralisia radial alta.
  • Antes de julgar a transferência, identifique qual função está realmente perdida; na PIN palsy, o alvo principal é extensão dos dedos e do polegar.
  • Se a alternativa reconstrói uma função geralmente preservada no padrão anatômico da lesão, ela tende a ser a desnecessária.
  • Não elimine uma opção só porque o doador parece menos usual; nesta questão, o decisivo é a função reconstruída.

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