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No tratamento cirúrgico da hipertensão portal, é correto afi...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039782 Medicina
No tratamento cirúrgico da hipertensão portal, é correto afirmar que o(s) shunts
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a classificação dos shunts portossistêmicos: o esplenorrenal distal é seletivo, enquanto o porto-cava término-terminal é não seletivo. Na questão, a alternativa A é a correta porque atribui ao esplenorrenal distal uma repercussão pós-operatória compatível com a base médica.

Tema central: Shunts portossistêmicos cirúrgicos
Análise das alternativas
A
Certa
O esplenorrenal distal é o exemplo clássico de shunt seletivo, com descompressão preferencial do território gastroesofágico e preservação relativa do fluxo portal hepatopetal. Essa seletividade não impede ascite no pós-operatório: a base afirma expressamente que esse procedimento pode associar-se a piora ou aparecimento de ascite. Portanto, a alternativa acerta ao vincular uma técnica específica à sua repercussão pós-operatória conhecida.
B
Errada
Está errada porque inverte a relação clássica entre tipo de shunt e encefalopatia. Os shunts não seletivos desviam grande parte do fluxo portal para a circulação sistêmica, reduzindo a depuração hepática e aumentando o risco de encefalopatia hepática pós-operatória. Portanto, esse risco é maior nos não seletivos, e não inferior aos seletivos.
C
Errada
Está errada por erro de classificação anatômico-hemodinâmica. O porto-cava término-terminal, a fístula de Eck, é um shunt porto-cava total e classicamente não seletivo, porque desvia amplamente o fluxo portal para a circulação sistêmica. Logo, não pode ser classificado como shunt seletivo.
D
Errada
Está errada porque atribui aos shunts não seletivos um defeito que não corresponde ao seu efeito hemodinâmico principal. Essas técnicas promovem ampla descompressão portal e costumam ter bom controle da hemorragia varicosa. O problema clássico dos não seletivos é maior encefalopatia e perda de perfusão portal hepática, não pior controle do sangramento.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões clássicas: achar que shunt seletivo não pode cursar com ascite e inverter os desfechos dos não seletivos, que controlam bem o sangramento, mas têm maior risco de encefalopatia.
Dica para questões semelhantes
  • Como macete de prova sobre shunts portossistêmicos cirúrgicos: classifique primeiro o shunt, lembrando que o esplenorrenal distal é seletivo e o porto-cava término-terminal é não seletivo.
  • Associe não seletivo a maior desvio global do fluxo portal e, por isso, maior risco de encefalopatia.
  • Não troque eficácia hemostática por perfil metabólico: não seletivo costuma controlar bem a hemorragia varicosa, embora tenha pior repercussão encefalopática.
  • Não presuma que seletividade exclui ascite pós-operatória; no esplenorrenal distal essa complicação pode ocorrer.

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