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Mulher de 31 anos foi encaminhada para o ambulatório de ciru...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039781 Medicina
Mulher de 31 anos foi encaminhada para o ambulatório de cirurgia geral para avaliação de lesão hepática. Foi realizado exame de ultrassonografia (US) abdominal para avaliação ginecológica de rotina que identificou a presença de lesão localizada no segmento V/IVB, levemente hipoecoica em relação ao parênquima hepático normal, com 3,2cm em seu maior eixo e com pequena área hiperecoica central. Prosseguiu a investigação com ressonância magnética (REM) de abdômen superior com contraste que evidenciou, nas sequências ponderadas em T1, lesão hipercaptante de contraste na fase arterial com área de cicatriz central, não captante de contraste, com 3,8cm x 2,9cm no segmento V do fígado, isointensa na fase portal. A conduta adequada nesse caso é a: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Lesão hepática incidental em mulher jovem, com hipercaptação arterial, cicatriz central e isointensidade na fase portal, corresponde ao padrão típico de hiperplasia nodular focal. Quando a imagem é típica, trata-se de lesão benigna e a conduta é conservadora, com observação clínica, sem biópsia, ablação ou ressecção.

Tema central: Hiperplasia nodular focal
Análise das alternativas
A
Errada
Hepatectomia atípica está errada porque não há indicação cirúrgica para lesão com aspecto típico de hiperplasia nodular focal em paciente assintomática. O ponto decisivo é a ausência de dúvida diagnóstica relevante ou de suspeita de agressividade.
B
Errada
Ablação percutânea está errada porque não tem papel em hiperplasia nodular focal típica assintomática. Esse tipo de tratamento locorregional não se aplica a uma lesão benigna incidental com diagnóstico radiológico sugestivo.
C
Errada
Biópsia percutânea está errada porque o padrão de imagem é característico de hiperplasia nodular focal, e a confirmação histológica não é necessária quando o diagnóstico é convincente por imagem. Nesse cenário, o procedimento invasivo acrescenta risco sem mudar a conduta.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o conjunto clínico-radiológico descrito é típico de hiperplasia nodular focal, lesão benigna em mulher jovem, incidental e pequena, com realce arterial e cicatriz central. Nessa situação, com diagnóstico convincente por imagem, não há indicação de tratamento invasivo nem de confirmação histológica de rotina, e a conduta é observação clínica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre lesão hepática hipervascular e tumor que exige intervenção. O erro seria valorizar apenas a captação arterial e ignorar a cicatriz central e a isointensidade portal, que favorecem hiperplasia nodular focal.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão hepática focal, não interprete a fase arterial isoladamente; considere cicatriz central e comportamento nas fases portal/tardia.
  • Mulher jovem com achado incidental, realce arterial e isointensidade portal com cicatriz central sugere hiperplasia nodular focal.
  • Quando a imagem é típica de lesão hepática benigna, biópsia e tratamento invasivo não são condutas de rotina.
  • Tamanho em torno de 4 cm, por si só, não indica ressecção se o padrão for típico de hiperplasia nodular focal.

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