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Mulher de 52 anos, sem comorbidades, foi encaminhada para av...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039777 Medicina
Mulher de 52 anos, sem comorbidades, foi encaminhada para avaliação de nódulo tireoidiano assintomático. Realizou ultrassonografia que identificou nódulo tireoidiano de 3,8cm em lobo direito, classificado como TI-RADS 5 e linfonodo, em compartimento central do pescoço, com 12mm em seu maior diâmetro. Foi realizada punção aspirativa por agulha fina (PAAF) do nódulo tireoidiano que foi classificado como categoria VI do Sistema Bethesda. A conduta cirúrgica adequada para esse caso é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O dado decisivo é a PAAF Bethesda VI, que confirma malignidade tireoidiana, associada a linfonodo suspeito no compartimento central do pescoço. Nesse cenário, a BASE DE DECISÃO MÉDICA aponta cirurgia oncológica inicial com esvaziamento terapêutico do compartimento central, o que torna a alternativa B a melhor resposta.

Tema central: Cirurgia no câncer tireoidiano
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos técnicos. Primeiro, lobectomia direita com istmectomia é insuficiente diante de malignidade confirmada associada a linfonodo central suspeito, cenário em que a prova exige tireoidectomia total. Segundo, inclui esvaziamento dos níveis II, III e IV, que pertencem ao compartimento lateral do pescoço; o enunciado não traz evidência de acometimento lateral, portanto não há base para esvaziamento lateral terapêutico ou profilático.
B
Certa
A alternativa B é a que contempla a conduta cirúrgica compatível com câncer de tireoide já confirmado citologicamente e com acometimento linfonodal central descrito no enunciado. Como há doença no compartimento central, a questão exige tratamento desse compartimento, e a opção B é a única que traz linfadenectomia central (níveis VI e VII) associada à cirurgia da tireoide.
C
Errada
Está errada porque tireoidectomia subtotal não é a cirurgia oncológica padrão para câncer diferenciado de tireoide com citologia maligna confirmada. Além disso, ignora o linfonodo central descrito no enunciado, deixando sem tratamento a doença nodal clinicamente relevante.
D
Errada
Está errada porque radioiodo e quimioterapia não substituem a cirurgia no tratamento inicial de carcinoma diferenciado de tireoide ressecável com acometimento linfonodal central. O radioiodo pode ter papel adjuvante após cirurgia em casos selecionados, e quimioterapia não é tratamento inicial padrão nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre presença de linfonodo central e indicação de esvaziamento lateral amplo: o caso pede tratamento do compartimento central, não dos níveis laterais II, III e IV. Outra armadilha é deixar o candidato prender-se ao tamanho de 3,8 cm e aceitar lobectomia, ignorando o dado que realmente muda a conduta: o linfonodo central associado ao Bethesda VI.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de tireoide, Bethesda VI muda o caso de suspeita para malignidade confirmada e exige raciocínio de cirurgia oncológica.
  • Se o enunciado trouxer linfonodo no compartimento central, procure alternativa com esvaziamento central terapêutico; não indique esvaziamento lateral sem doença lateral descrita.
  • Tireoidectomia subtotal não deve ser escolhida como tratamento oncológico padrão em malignidade tireoidiana confirmada.
  • Radioiodo pode ser complementar, mas não substitui a cirurgia inicial em doença ressecável.

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