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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039776 Medicina
Em relação às técnicas cirúrgicas empregadas para o tratamento cirúrgico da obesidade:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No bypass gástrico em Y de Roux, a via pré-cólica reduz defeitos mesentéricos em relação à via retrocólica, diminuindo o risco de hérnia interna; por isso, a alternativa C é a correta.

Tema central: Bypass gástrico e hérnia interna
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a comparação clássica entre sleeve e bypass. De modo geral, o bypass gástrico apresenta resultados mais robustos no longo prazo quanto à perda do excesso de peso e ao controle metabólico do que o sleeve. Portanto, não se sustenta afirmar que o sleeve seja a técnica associada à maior redução do peso em excesso e melhor controle de comorbidades metabólicas no pós-operatório tardio.
B
Errada
Está errada por contrariar o princípio técnico do sleeve. Um tubo gástrico mais largo reduz o componente restritivo da operação, o que tende a piorar a perda ponderal e aumentar a chance de reganho de peso. Logo, confeccionar um sleeve mais largo não protege contra reganho ponderal; favorece o oposto.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, no bypass gástrico em Y de Roux, o trajeto pré-cólico/pré-gástrico reduz defeitos mesentéricos em comparação com o trajeto retrocólico. A via retrocólica cria um defeito adicional no mesocólon transverso para passagem da alça alimentar, aumentando os locais potenciais de hérnia interna. Ao evitar esse defeito mesocólico, a via pré-cólica reduz esse risco anatômico.
D
Errada
Está errada porque atribui aumento de grelina a duas técnicas nas quais isso não se sustenta como regra. No sleeve, o fundo gástrico, principal sítio produtor de grelina, é ressecado, com tendência típica à redução dos níveis séricos. No bypass, também não há base para afirmar aumento obrigatório da grelina. Assim, a proposição falha especialmente por contrariar a fisiologia esperada do sleeve.
Pegadinha da questão
A banca explora quatro trocas indevidas: confundir uso frequente do sleeve com superioridade metabólica e ponderal tardia, achar que sleeve mais largo melhora manutenção do peso, esquecer que a via retrocólica cria defeito mesocólico adicional e ignorar que o fundo gástrico removido no sleeve é a principal fonte de grelina.
Dica para questões semelhantes
  • No bypass em Y de Roux, compare os trajetos pela quantidade de defeitos mesentéricos criados; menos defeitos significa menor risco de hérnia interna.
  • Em comparações tardias entre sleeve e bypass, não atribua ao sleeve superioridade automática em perda de excesso de peso e controle metabólico.
  • No sleeve, calibre mais largo significa menor restrição e pior tendência de manutenção ponderal.
  • Se a alternativa falar em grelina após sleeve, lembre que a ressecção do fundo gástrico aponta para redução, não para aumento obrigatório.

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