Assinale a opção em que há erro na indicação da função sint...
PEQUEI, SENHOR....
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado,
de vossa alta clemência me despido;
porque quanto mais tenho delinquido,
vos tenho a perdoar mais empenhado.
Se basta a vos irar tanto um pecado,
a abrandar-vos sobeja um só gemido:
que a mesma culpa, que vos há ofendido,
vos tem para o perdão lisonjeado.
Se uma ovelha perdida e já cobrada,
glória tal e prazer tão repentino
vos deu, como afirmais na sacra história,
eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada,
cobrai-a; e não queirais, pastor divino,
perder na vossa ovelha a vossa glória.
Gregório de Mattos
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Tema central: A questão aborda funções sintáticas, um dos tópicos mais importantes e cobrados em concursos para a área jurídica. Conhecer as funções do sujeito, objeto direto, vocativo e predicativo é fundamental para análise de textos e redação técnica.
Alternativa correta – Letra D:
O erro está em considerar "a vossa glória" como sujeito em "perder na vossa ovelha a vossa glória". Pela norma-padrão, o sujeito é o termo sobre o qual se declara algo e que faz ou sofre a ação verbal. Aqui, "a vossa glória" é objeto direto do verbo "perder", ou seja, é "aquilo que pode ser perdido", não quem realiza a ação. O sujeito é indeterminado (implícito ou subentendido: "não queirais perder..."). Segundo Bechara, "objeto direto é o termo que completa o sentido do verbo transitivo, sem preposição" (Moderna Gramática Portuguesa).
Análise das alternativas incorretas:
A) "Senhor" = vocativo. Usado para invocar ou chamar alguém, não integra o sujeito ou predicado. Exemplo: "Pedro, feche a porta."
B) "a ovelha desgarrada" = predicativo do sujeito "eu" – termo que descreve um atributo ao sujeito via verbo de ligação ("sou").
C) "a" (em "cobrai-a") = objeto direto do verbo "cobrar". A partícula “-a” substitui “a ovelha desgarrada”, não pede preposição.
E) "glória tal e prazer tão repentino" = objeto direto do verbo “deu” (“vos deu glória tal e prazer tão repentino”), indicando o que foi dado.
Estratégias para acertar questões como essa:
- Identifique o verbo e pergunte: quem é o sujeito? O que é o objeto?
- Procure termos envolvidos diretamente na ação e que geralmente não vêm precedidos de preposição após verbos transitivos diretos (objeto direto).
- Cuidado com pegadinhas que trocam sujeito por objeto direto, especialmente com frases no infinitivo ou com sujeitos indeterminados.
Referências essenciais: Bechara, Cunha & Cintra e Manual de Redação da Presidência da República.
Conclusão: Saber distinguir sujeito e objeto direto é competência-chave, especialmente para questões de interpretação sintática em provas para área jurídica.
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Analisando a E)
“vos deu (retomado do texto) glória tal e prazer tão repentino”
A expressão em negrito funciona como OD do verbo "dar".
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