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O patch de Graham é usado no tratamento da: 

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039770 Medicina
O patch de Graham é usado no tratamento da: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que o patch de Graham é a omentoplastia clássica indicada para perfuração de úlcera péptica, sobretudo duodenal; por isso, a alternativa compatível é a B.

Tema central: Patch de Graham
Análise das alternativas
A
Errada
Perfuração do esôfago cervical não corresponde à indicação clássica do patch de Graham. Esse cenário exige manejo próprio, com drenagem, antibióticos, jejum/suporte e, conforme extensão e tempo, reparo primário com ou sem reforço tecidual; isso não se confunde com a omentoplastia clássica de Graham, que está ligada à perfuração péptica gastroduodenal.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o patch de Graham é, de forma clássica e consagrada na cirurgia geral, o fechamento de perfuração péptica com reforço por epíploon. Sua aplicação típica é na úlcera duodenal perfurada, em que o epíploon é utilizado para reforço e vedação do defeito.
C
Errada
Diverticulite de sigmoide Hinchey 3 é peritonite purulenta por perfuração colônica. O manejo pertence ao contexto de perfuração diverticular do cólon, com lavagem, drenagem e ressecção/procedimento apropriado ao cólon, e não ao fechamento omental de úlcera péptica. Portanto, o erro é trocar uma técnica específica de perfuração gastroduodenal por um quadro séptico colônico de outra fisiopatologia e outra abordagem.
D
Errada
Fístula da anastomose pancretojejunal é complicação pós-operatória pancreática, com fisiopatologia e manejo distintos da perfuração péptica duodenal. O tratamento envolve drenagem, suporte e eventual reabordagem conforme gravidade; patch de Graham não é a denominação nem a técnica clássica para correção desse problema.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o nome específico de uma técnica clássica e a ideia genérica de “remendo” ou reforço cirúrgico. Outras alternativas trazem perfuração ou complicação abdominal, mas reforço tecidual em outros órgãos não equivale a patch de Graham.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão cobrar epônimo cirúrgico, associe primeiro o nome à indicação clássica antes de comparar gravidade dos quadros.
  • Patch de Graham deve ser ligado a perfuração de úlcera péptica, especialmente duodenal, e não a qualquer perfuração digestiva.
  • Se a alternativa descreve esôfago, cólon ou anastomose pancreática, pense em manejo próprio daquele órgão e afaste a omentoplastia clássica de úlcera perfurada.

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