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Paciente de 55 anos, índice de massa corporal (IMC) de 27, q...

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Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: UERJ Prova: UERJ - 2026 - UERJ - Médico - Cirurgia Geral |
Q4039763 Medicina
Paciente de 55 anos, índice de massa corporal (IMC) de 27, quadro clínico de dor retroesternal em queimação, regurgitação e eructações frequentes, com piora nos últimos anos. Realizou endoscopia digestiva alta que evidenciou hérnia de hiato de 3cm e esofagite grau 3. Realizou tratamento medicamentoso com bloqueador de bomba de prótons e medicações antiácidas com boa resposta clínica, porém apresentou retorno dos sintomas após interrupção da medicação, sendo indicada cirurgia. No processo correto do tratamento cirúrgico da doença do refluxo gastroesofagiano:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em cirurgia antirrefluxo, a dismotilidade esofagiana significativa favorece fundoplicatura parcial para manter o controle do refluxo com menor risco de disfagia pós-operatória. No caso, a questão cobra esse princípio técnico, tornando a alternativa C a correta.

Tema central: Fundoplicatura parcial na DRGE
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma em regra absoluta uma situação que exige avaliação intraoperatória. A violação pleural durante a cirurgia do hiato não deve ser ignorada; conforme a extensão e a repercussão, pode haver necessidade de fechamento, evacuação de pneumotórax/capnotórax ou drenagem.
B
Errada
Está errada porque fixa um parâmetro técnico incorreto. O objetivo é obter esôfago intra-abdominal adequado e sem tensão, mas não há exigência universal de 5 cm como mínimo obrigatório.
C
Certa
A alternativa C está correta porque expressa o princípio técnico clássico da cirurgia antirrefluxo: quando a motilidade esofagiana está significativamente comprometida, prefere-se fundoplicatura parcial para reduzir o risco de disfagia pós-operatória. A lógica é que uma válvula total impõe maior resistência à passagem do bolo alimentar, o que o esôfago com dismotilidade tem dificuldade de vencer.
D
Errada
Está errada porque a boa resposta ao bloqueador de bomba de prótons costuma ser um fator favorável na seleção do candidato à cirurgia antirrefluxo, ao sugerir que os sintomas decorrem de refluxo ácido verdadeiro.
Pegadinha da questão
A banca misturou um princípio técnico verdadeiro — fundoplicatura parcial na dismotilidade esofagiana significativa — com alternativas absolutas ou com parâmetro técnico falso, como ignorar violação pleural, exigir 5 cm de esôfago intra-abdominal e negar o valor preditivo da boa resposta ao IBP.
Dica para questões semelhantes
  • Em cirurgia antirrefluxo, confronte o tipo de fundoplicatura com a motilidade esofagiana; dismotilidade importante favorece fundoplicatura parcial.
  • Desconfie de alternativas com regra técnica absoluta em complicações intraoperatórias, como violação pleural; o manejo depende da repercussão e do defeito.
  • Para comprimento do esôfago intra-abdominal, o critério é adequação sem tensão, não um número fixo apresentado como mínimo universal.
  • Na seleção cirúrgica da DRGE, boa resposta ao IBP geralmente reforça que o sintoma é por refluxo ácido e favorece bom resultado.

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