Na música há a menção de vários provérbios populares de for...
Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade.
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Gabarito comentado
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Tema central: Interpretação de Texto: Provérbios Populares e Intertextualidade.
A questão exige que o candidato reconheça provérbios populares presentes, mesmo que de forma adaptada ou ironizada, na letra da música "Bom Conselho". É fundamental compreender duas competências: identificação do provérbio no texto e capacidade de perceber adaptações irônicas ou alterações de sentido. Isso demanda leitura atenta e conhecimento do repertório cultural.
Justificativa da Alternativa Correta (E):
“Quem ri por último, ri melhor” não aparece nem de maneira explícita nem reinterpretada na música. Não há verso associado a esperar pelo fim para rir/melhorar a situação. Portanto, esta é a opção que não está contemplada no texto.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) "Pense antes de agir"; — Ocorre inversamente: “Aja duas vezes antes de pensar”. A música ironiza o conselho clássico, invertendo seu sentido. Essa estratégia textual é conhecida como antítese ou subversão de provérbio.
B) "Devagar se vai ao longe"; — O texto diz: “Devagar é que não se vai longe”, negando o provérbio popular, mas claramente dialogando com ele.
C) "Quem semeia vento, colhe tempestade"; — A letra traz: “Eu semeio o vento... bebo a tempestade.” Apesar de não usar o verbo "colher", há referência direta ao conteúdo do provérbio, mantendo sua essência.
D) "Quem brinca com fogo se queima"; — Encontramos na música: “Brinque com meu fogo, venha se queimar”. Mantém o sentido do provérbio de forma figurativa.
Dica de prova: Muitas questões trazem adaptações, ironias ou negações de expressões familiares. Identifique sempre se o texto trabalha com inversão (nega), reafirmação (repete), ironia (zomba) ou simples menção do provérbio. Evite respostas baseadas apenas em termos explícitos; foque no sentido implícito.
Conforme orientam autores como Bechara e Cunha & Cintra, o valor semântico e o contexto discursivo são essenciais para a correta interpretação do texto e de seus diálogos intertextuais.
Alternativa correta: E) "Quem ri por último, ri melhor".
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Comentários
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No texto , não há nenhuma ocorrência modificada do provérbio popular: quem ri por último, ri melhor. Nem sequer o verbo rir é mencionado.
Não há menção no texto do referido provérbio.
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