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Q3332116 Medicina
Um paciente de 45 anos sofreu um trauma torácico significativo em um acidente automobilístico e apresenta-se com dificuldade respiratória aguda, cianose e subcutâneo enfisema no pescoço. A tomografia computadorizada do tórax revela um colapso pulmonar significativo e uma ruptura no brônquio principal. Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais apropriada para este paciente?
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Tema central: trauma torácico com lesão das vias aéreas traqueobrônquicas. O conjunto dispneia aguda, cianose, enfisema subcutâneo cervical e colapso pulmonar associado à ruptura do brônquio principal na TC é típico de ruptura brônquica traumática.

Alternativa correta: BDiagnóstico: Ruptura de brônquio. Conduta inicial: garantir via aérea e ventilação com intubação endotraqueal (idealmente guiada por broncoscopia, posicionando o cuff distal à lesão ou fazendo ventilação seletiva do pulmão contralateral), seguida de cirurgia torácica para reparo. Racional: a ruptura cria perda de continuidade da via aérea, levando a colapso pulmonar ipsilateral e vazamento aéreo maciço para mediastino/tecidos subcutâneos. O tratamento definitivo é reparo cirúrgico precoce; a prioridade imediata é estabilizar a oxigenação/ventilação (ATLS, 10ª ed.; UpToDate: Tracheobronchial injury after blunt trauma; Harrison’s).

Achados e confirmação diagnóstica: - Clínica: enfisema subcutâneo difuso, possível hemoptise, barotrauma com ventilação. - Imagem: TC mostra disrupção brônquica, colapso que não reexpande. - Broncoscopia (padrão-ouro): localiza a ruptura e auxilia na intubação seletiva.

Estratégia de prova (pegadinha): em trauma, pneumotórax é frequente, mas quando há enfisema subcutâneo importante e pulmão que não reexpande, pense em lesão traqueobrônquica. Apenas drenar não resolve o colapso se o brônquio está rompido.

Por que as outras alternativas estão incorretas?

A — Pneumotórax + dreno: isoladamente não é suficiente em ruptura brônquica; haverá vazamento aéreo persistente e pulmão que não reexpande. A TC já evidenciou a ruptura, exigindo abordagem de via aérea e cirurgia. Diretrizes ATLS recomendam controle da via aérea e tratamento definitivo da lesão.

C — Hemotórax + diuréticos: hemotórax se trata com toracostomia com dreno e reposição volêmica; diuréticos são inadequados e potencialmente nocivos. Além disso, a TC mostrou ruptura brônquica, não coleção hemática.

D — Embolia pulmonar: contexto e achados (trauma, enfisema subcutâneo, colapso, ruptura na TC) não condizem. Anticoagular um politraumatizado sem indicação clara é perigoso.

E — Pneumonia: quadro hiperagudo pós-trauma com TC diagnóstica de lesão brônquica. Antibióticos/fisioterapia não tratam a causa.

Conduta prática resumida: - A (Airway): intubação preferencialmente guiada por broncoscopia; ventilação seletiva se necessário. - B (Breathing): dreno torácico para pneumotórax associado, evitando PEEP excessiva. - Definitivo: reparo cirúrgico precoce para restaurar a continuidade brônquica e prevenir estenose/fístulas.

Referências: ATLS 10ª ed.; UpToDate (Tracheobronchial injury due to blunt thoracic trauma); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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