Uma criança que apresente episódios recorrentes de comprome...

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Q2039977 Medicina
Uma criança que apresente episódios recorrentes de comprometimento visual bilateral, disartria, ataxia, vertigem, diplopia e comprometimento do nível de consciência, seguido de cefaleia sugestiva de migranea, terá, como principal hipótese diagnóstica
Alternativas

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Tema central da questão: O enunciado aborda cefaleias primárias em pediatria, com ênfase nos quadros neurológicos associados à migrânea, especialmente a migrânea do tipo basilar.

Justificativa da alternativa correta – Migrânea do tipo basilar:

A descrição de episódios recorrentes com comprometimento visual bilateral, disartria, ataxia, vertigem, diplopia e alteração do nível de consciência, seguidos de cefaleia típica de migrânea, é clássica da migrânea do tipo basilar (também chamada migrânea com aura do tronco encefálico). Conforme a Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3):
“Migrânea com sintomas de aura claramente originados no tronco encefálico (ex: disartria, ataxia, vertigem, diplopia, alteração do nível de consciência), sem paresia.”
Todas as manifestações descritas, seguidas de cefaleia, preenchem critérios diagnósticos (ICHD-3, Seção 1.2.6). É importante lembrar que, em crianças, o diagnóstico de migrânea basilar exige elevada suspeição clínica, pois a apresentação pode ser exuberante e mimetizar outros quadros neurológicos.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Migrânea com aura: Apesar de sintomas neurológicos transitórios comporem a aura, as manifestações do enunciado caracterizam aura do tronco encefálico, critério da migrânea basilar (especial). Migrânea com aura comum envolve sintomas visuais, sensitivos ou afásicos unilaterais.
  • B) Migrânea sem aura: Não preenche, pois a definidora é a ausência de qualquer sintoma neurológico prévio à cefaleia.
  • C) Cefaleia em salva: O padrão é dor intensa periocular unilateral, com sintomas autonômicos (lacrimejamento, congestão nasal) – sem sintomas neurológicos centrais.
  • E) Cluster headache: É apenas o termo em inglês para cefaleia em salva; aplica-se o mesmo raciocínio do item C.

Dica de prova: Fique atento: sintomas como disartria, diplopia, alteração do nível de consciência e ataxia raramente aparecem juntos fora da migrânea basilar. Sempre verifique se o enunciado distingue entre “unkilateral” e bilateral, e se há sintomas de tronco encefálico.

Reforço de diretriz:
Conforme a ICHD-3 (p. 24):
“Migrânea do tipo basilar caracteriza-se por múltiplos sintomas neurológicos de aura bilateral e do tronco encefálico, sem paresia, seguidos de cefaleia migranosa.”

Resumo final: O quadro clínico descrito corresponde perfeitamente à migrânea do tipo basilar.

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A principal hipótese diagnóstica para a criança descrita é migranea com aura, o que é indicado pela presença dos sintomas descritos, como episódios de comprometimento visual bilateral, disartria, ataxia, vertigem, diplopia e comprometimento do nível de consciência, seguido de cefaleia sugestiva de migranea. A migranea com aura é um tipo de enxaqueca que envolve sintomas neurológicos, conhecidos como aura, que precedem a dor de cabeça. É importante que o aluno esteja familiarizado com os diferentes tipos de enxaqueca e seus sintomas para poder identificar a correta hipótese diagnóstica.

me parece mais migranea basilar resposta correta letra D

1.2.2 Migrânea com aura do tronco cerebral

Termos previamente utilizados: Enxaqueca da artéria basilar; enxaqueca/migrânea basilar; enxaqueca/migrânea do tipo basilar.

Descrição:

Migrânea com sintomas de aura claramente origi- nados no tronco cerebral, mas nenhuma fraqueza muscular.

Critérios diagnósticos:

  1. Crises preenchendo os critérios para 1.2
  2. Migrânea com aura
  3. e o critério B abaixo
  4. Aura com ambos os seguintes:
  5. ao menos dois dos seguintes sintomas do tronco
  6. cerebral plenamente reversíveis: a. disartria1
  7. b. vertigem2
  8. c. zumbido
  9. d. hipoacusia3
  10. e. diplopia4
  11. f. ataxia não atribuível ao déficit sensorial
  12. g. diminuição no nível da consciência (GCS
  13. ≤13)5

  1. ausência de sintomas motores6 ou retinianos

Notas:

1. A disartria deve ser distinguida da afasia.

2. A vertigem não está incluída e deve ser distinguida de

tontura.

3. Este critério não é preenchido por sensações de plenitude

auricular.

4. A diplopia não inclui (ou exclui) a visão borrada.

5. O escore da Escala de Coma de Glasgow (GCS) pode ser

avaliado durante a admissão; alternativamente, os défi- cits claramente descritos pelo paciente permitem uma estimativa do GCS.

6. Quando sintomas motores estão presentes, codificar como 1.2.3

Migrânea hemiplégica

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