Se, no lugar do trecho destacado em “e tomei conhecimento d...
Texto 2 para responder as questões de 5 a 8.
História do rock brasiliense contada por Irlam
Rocha Lima, repórter do Correio Braziliense
1 Confesso que cheguei atrasado ao rock de Brasília.
Quando desci ao porão do Cafofo, bar que Rênio Quintas
e sócios tinham na comercial da 407 Norte, para assistir
4 a um ensaio do Aborto Elétrico, o barulho já se espalhava
por vários pontos da cidade. Eu era ligado à MPB de
Caetano, Chico, Gil, Milton, Gal, Bethânia, Elis, Nara e
7 Novos Baianos e achava muito tosco aquele som que os
roqueiros brasilienses faziam.
Depois que Renato Russo veio à redação do
10 Correio para divulgar o festival que ia acontecer no teatro
da Associação Brasiliense de Odontologia (ABO), na 916
Sul, e me mostrou a letra de algumas de suas músicas,
13 inclusive Geração Coca-Cola, despertou-me grande
curiosidade. Desde então, passei a acompanhar de perto
tudo o que ele e seus companheiros de movimento
16 vinham fazendo.
Assisti aos shows do Temporada de Rock, na ABO,
e tomei conhecimento do trabalho das bandas que se
19 apresentaram no festival: Legião Urbana, Plebe Rude,
Capital Inicial (ainda sem Dinho Ouro Preto nos vocais),
XXX e Banda 69. À época, a Plebe era a mais falada. Depois
22 “descobri” Escola de Escândalo e passei a ouvir o que o
vocalista Bernardo Mueller tinha a dizer. Fui a alguns
shows do Escola, inclusive no Circo Voador (Rio de
25 Janeiro), e ficava impressionado com a guitarra do
“Fejão”, para muitos o melhor guitarrista da história do
rock brasiliense. Frustrei-me por não ver o Escola, com
28 seu trabalho original, seguir a trajetória da Legião, do
Capital e da Plebe, gravando disco e sendo reconhecido
30 nacionalmente.
Disponível em: <http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/especiais/brasilia-capital-do-rock/2013/03/07/InternaBSBCapitalRock,353299/historia-do-rock-brasiliense-contada-por-reporter-do-correio-braziliense.shtml >. Acesso em: 21/3/2014, com adaptações.
Se, no lugar do trecho destacado em “e tomei conhecimento do trabalho das bandas que se apresentaram no festival” (linhas 18 e 19), o autor utilizasse a construção da maioria das bandas, conforme a norma-padrão, o verbo da nova redação
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Tema central: Concordância Verbal com Expressões Partitivas
Essa questão avalia seu domínio sobre concordância verbal quando há expressões partitivas (como “a maioria de”), um ponto frequente e delicado em provas de concursos. O núcleo do sujeito da oração torna-se o foco para o verbo concordar, mas há nuances importantes nessas construções.
Regra gramatical segundo a norma-padrão:
Nas palavras do gramático Evanildo Bechara (“Moderna Gramática Portuguesa”), quando usamos expressões como “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande parte de” seguidas de substantivo no plural (a maioria das bandas), o verbo pode concordar tanto com o núcleo (singular: maioria) quanto com o termo especificado (plural: bandas).
Exemplo:
“A maioria das bandas apresentou no festival.” (Singular, concordando com “maioria”)
“A maioria das bandas apresentaram no festival.” (Plural, concordando com “bandas”)
Assim, é correto manter a flexibilidade prevista pela norma-padrão. A concordância pode ser no singular ou plural.
Análise das alternativas:
A) Incorreta: Não é obrigatória a conjugação no plural.
B) Incorreta: Também não é obrigatório o singular.
C) Correta: A norma-padrão permite ambas as formas; singular e plural estão corretos.
D) Incorreta: Nunca cabe aqui a 2ª pessoa do plural.
E) Incorreta: 1ª pessoa do plural não é admitida neste contexto.
Pegadinha clássica: Muitos candidatos acreditam que, por “bandas” estar no plural, o verbo é sempre plural. Cuidado! Observe sempre o núcleo do sujeito e lembre-se da flexibilidade permitida para expressões partitivas.
Referências indispensáveis: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.
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Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
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