A conduta nas crises epilépticas febris é
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Tema central: O tema da questão é crise epiléptica febril, condição frequente na infância, caracterizada por episódios convulsivos desencadeados por febre em crianças geralmente entre 6 meses e 5 anos, sem sinais de infecção do sistema nervoso central ou distúrbios neurológicos prévios.
Justificativa da alternativa correta (E – fenobarbital regular):
Historicamente, o fenobarbital foi indicado por alguns autores para prevenção secundária de crises febris recorrentes, devido à sua eficácia comprovada na redução da recorrência desses eventos graves (crises febris complexas ou casos de repetição), conforme observado em publicações clássicas. Entretanto, as diretrizes atuais, incluindo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Epilepsia do Ministério da Saúde, reforçam que para crises febris simples, o uso regular de anticonvulsivantes não é recomendado devido ao perfil de efeitos colaterais desfavoráveis e ao bom prognóstico do quadro. Contudo, para fins de concursos públicos, frequentemente prevalece o conhecimento tradicional de manual, admitindo o uso de fenobarbital regular em indicações restritas, motivo pelo qual essa alternativa é considerada correta na avaliação da banca.
Segundo o PCDT da Epilepsia do Ministério da Saúde, página 29:
“O uso contínuo de anticonvulsivantes pode ser considerado em situações excepcionais, como crises febris muito frequentes e graves.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Fenitoína regular: Não indicada na profilaxia de crises febris devido à baixa eficácia e risco de efeitos adversos (ex: arritmias, alterações cutâneas).
B) Valproato intermitente: Não há respaldo para uso intermitente preventivo em crise febril. Este fármaco é reservado para epilepsias específicas devido ao seu perfil de segurança.
C) Iniciar piridoxina: Não tem papel em crises febris. A deficiência de piridoxina causa tipos específicos de convulsão neonatal, não relacionadas à febre.
D) Controle da febre com antitérmicos: Embora usual, não demonstra redução comprovada do risco de recorrência de crises febris e não consiste em prevenção eficaz, segundo literatura científica atual.
Dica de prova e pegadinhas:
Atente-se a protocolos recentes e a abordagens históricas: questões podem cobrar o tratamento clássico, mesmo que diretrizes mais recentes não recomendem o uso rotineiro desses fármacos. Leia sempre com atenção ao termo “conduta” e se refere à crise simples ou formas complexas/refratárias.
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