A conduta nas crises epilépticas febris é

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Q2039973 Medicina
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Tema central: O tema da questão é crise epiléptica febril, condição frequente na infância, caracterizada por episódios convulsivos desencadeados por febre em crianças geralmente entre 6 meses e 5 anos, sem sinais de infecção do sistema nervoso central ou distúrbios neurológicos prévios.

Justificativa da alternativa correta (E – fenobarbital regular):

Historicamente, o fenobarbital foi indicado por alguns autores para prevenção secundária de crises febris recorrentes, devido à sua eficácia comprovada na redução da recorrência desses eventos graves (crises febris complexas ou casos de repetição), conforme observado em publicações clássicas. Entretanto, as diretrizes atuais, incluindo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Epilepsia do Ministério da Saúde, reforçam que para crises febris simples, o uso regular de anticonvulsivantes não é recomendado devido ao perfil de efeitos colaterais desfavoráveis e ao bom prognóstico do quadro. Contudo, para fins de concursos públicos, frequentemente prevalece o conhecimento tradicional de manual, admitindo o uso de fenobarbital regular em indicações restritas, motivo pelo qual essa alternativa é considerada correta na avaliação da banca.

Segundo o PCDT da Epilepsia do Ministério da Saúde, página 29:

“O uso contínuo de anticonvulsivantes pode ser considerado em situações excepcionais, como crises febris muito frequentes e graves.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Fenitoína regular: Não indicada na profilaxia de crises febris devido à baixa eficácia e risco de efeitos adversos (ex: arritmias, alterações cutâneas).

B) Valproato intermitente: Não há respaldo para uso intermitente preventivo em crise febril. Este fármaco é reservado para epilepsias específicas devido ao seu perfil de segurança.

C) Iniciar piridoxina: Não tem papel em crises febris. A deficiência de piridoxina causa tipos específicos de convulsão neonatal, não relacionadas à febre.

D) Controle da febre com antitérmicos: Embora usual, não demonstra redução comprovada do risco de recorrência de crises febris e não consiste em prevenção eficaz, segundo literatura científica atual.

Dica de prova e pegadinhas:

Atente-se a protocolos recentes e a abordagens históricas: questões podem cobrar o tratamento clássico, mesmo que diretrizes mais recentes não recomendem o uso rotineiro desses fármacos. Leia sempre com atenção ao termo “conduta” e se refere à crise simples ou formas complexas/refratárias.

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A alternativa correta para o tratamento de crises epilépticas febris é o uso regular de fenobarbital (alternativa E). As crises epilépticas febris são comuns em crianças e ocorrem quando a temperatura do corpo sobe rapidamente, o que pode desencadear uma crise em crianças com predisposição a convulsões. Neste caso, o tratamento é feito com medicação antiepiléptica, como o fenobarbital, que deve ser administrado regularmente para prevenir as crises. O uso intermitente de valproato (alternativa B) não é recomendado para o tratamento de crises febris, pois isso pode levar a uma maior incidência de crises. A administração de antitérmicos (alternativa D) é importante para controlar a febre, mas não é suficiente para prevenir as crises epilépticas. A administração de piridoxina (alternativa C) pode ser útil em alguns casos de epilepsia, mas não é indicada para o tratamento das crises epilépticas febris.

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