Em relação à cetoacidose diabética (CAD) na infância é corre...
Em relação à cetoacidose diabética (CAD) na infância é correto afirmar, exceto:
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Tema central: A questão aborda a cetoacidose diabética (CAD) na infância, uma emergência endócrina extremamente relevante na prática do médico intensivista pediátrico. O conhecimento dos critérios diagnósticos, complicações e cuidados essenciais é fundamental para atuação segura e eficaz na UTI.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D afirma que o edema cerebral é uma complicação frequente nos casos agudos de CAD. Na realidade, embora seja a complicação mais temida, sua ocorrência é rara (1%), mas associada a elevada mortalidade e riscos neurológicos (SBP, 2019; UpToDate 2024). Portanto, descrever como frequente é um erro conceitual claro que caracteriza a exceção solicitada na questão.
Análise das alternativas:
A) Correta. Reflete os critérios laboratoriais principais para CAD: glicemia >200 mg/dL, pH <7,3 e/ou bicarbonato <15 mmol/L, cetonemia/cetonúria, conforme protocolos oficiais do Ministério da Saúde e SBP.
B) Correta. Infecções e uso inadequado de insulina são de fato os principais fatores precipitantes, destacados em todas as diretrizes (SBP; HC-UFTM).
C) Correta. O quadro inaugural de DM1, uso de bicarbonato e início imediato da insulina são fatores reconhecidos de risco agravante. Atenção: o uso rotineiro de bicarbonato não é recomendado, exceto em acidose refratária grave (SBP, p. 6).
D) Incorreta (exceção correta). O edema cerebral NÃO é frequente. Surge em cerca de 1% dos casos, mas merece atenção extrema devido à gravidade quando presente.
E) Correta. Crianças com CAD grave, choque, pH <7,1, arritmias, insuficiência respiratória, coma, edema cerebral ou menos de 2 anos devem ser internadas em UTI, conforme recomenda o Protocolo Clínico e Diretrizes da SBP e Ministério da Saúde.
Destaque estratégico para provas: Sempre leia atentamente termos absolutos como “frequente”, “sempre”, “raro” ou “nunca”. Eles costumam sinalizar pegadinhas em questões de concurso!
Resumo prático: Na CAD pediátrica, atenção redobrada ao diagnóstico, aos fatores de risco e às complicações principais. Reconhecer o que é frequente e o que é grave (mas raro) é diferencial na conduta intensiva e na prova.
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