A tromboangeíte obliterante é doença rara, de etiologia desc...

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Ano: 2011 Banca: CESGRANRIO Órgão: SEMGE - BA
Q1199719 Medicina
A tromboangeíte obliterante é doença rara, de etiologia desconhecida, que acomete mais homens jovens e fumantes com carga tabágica alta.
As artérias mais comumente acometidas e a caracterização padrão da situação são, respectivamente,
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na tromboangeíte obliterante, o achado decisivo é o acometimento predominante de artérias e veias de pequeno e médio calibres das extremidades, em homem jovem fumante, com doença segmentar oclusiva distal e afilamento progressivo do vaso; isso torna correta a alternativa C.

Tema central: Doença de Buerger
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a tromboangeíte obliterante não acomete tipicamente artérias de grande calibre. Além disso, sua lesão característica é trombosante e oclusiva distal, não aneurismática.
B
Errada
Está errada por dois motivos: o território vascular típico não é de grandes e médios calibres, mas de pequenos e médios vasos distais; e o padrão em "colar de contas" não é da doença de Buerger, e sim clássico de displasia fibromuscular.
C
Certa
A alternativa C corresponde ao padrão típico da tromboangeíte obliterante: comprometimento de vasos de pequeno e médio calibres, especialmente distais, em fumantes jovens, com aspecto angiográfico de doença oclusiva segmentar distal e afilamento progressivo do vaso. Entre as opções, é a que melhor traduz esse padrão.
D
Errada
Está errada porque artéria temporal superficial remete a arterite de células gigantes, não à tromboangeíte obliterante. O perfil clínico também é incompatível: Buerger ocorre em homens jovens fumantes e compromete vasos distais de extremidades.
E
Errada
Está errada porque a doença não acomete "qualquer artéria" de modo inespecífico. Há predileção bem definida por artérias de pequeno e médio calibres das extremidades, com padrão arteriográfico sugestivo de oclusões segmentares distais e afilamento progressivo do vaso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre doença de Buerger e outras vasculopatias: associar tabagismo a doença de grandes vasos, trocar o padrão arteriográfico por "colar de contas" da displasia fibromuscular, ou deslocar o raciocínio para arterite temporal apenas por se tratar de doença arterial inflamatória.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer homem jovem fumante com isquemia distal, pense primeiro em acometimento de pequenos e médios vasos, não em grandes vasos ateroscleróticos ou aneurismáticos.
  • Na doença de Buerger, procure padrão angiográfico de oclusão segmentar distal com afilamento progressivo do vaso; isso afasta "colar de contas".
  • Território vascular resolve muita dúvida: extremidades distais favorecem tromboangeíte obliterante; artéria temporal superficial aponta para outro diagnóstico.

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