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Q3833521 Medicina
Uma adolescente de 13 anos com diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Imunológica (PTI) crônica está agendada para uma cirurgia ortopédica eletiva (osteotomia de tíbia), classificada como procedimento de grande porte com potencial risco de sangramento. Seus exames pré-operatórios indicam uma contagem de plaquetas de 42.000/μL. A equipe anestésica e cirúrgica deve decidir se é necessário algum tratamento pré-operatório para otimizar a hemostasia.
De acordo com os princípios de manejo perioperatório de crianças com PTI e considerando o risco de sangramento, qual é a contagem mínima de plaquetas considerada geralmente aceitável e segura para a realização da cirurgia? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o limiar hemostático perioperatório exigido pelo porte e pelo risco de sangramento da cirurgia: para procedimentos cirúrgicos maiores não neuroaxiais, considera-se usualmente adequada uma contagem plaquetária mínima de aproximadamente 50.000/μL. Como a paciente tem PTI crônica, será submetida a osteotomia de tíbia e apresenta 42.000/μL, o valor está abaixo do corte geralmente aceito, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Limiar plaquetário perioperatório
Análise das alternativas
A
Errada
20.000/μL está muito abaixo do limiar hemostático usual para cirurgia de grande porte. Esse valor pode ser lembrado em contextos de manejo clínico da PTI, mas não atende ao requisito perioperatório de uma osteotomia com risco hemorrágico.
B
Errada
30.000/μL continua abaixo da meta clássica exigida para cirurgia ortopédica maior. É um patamar inferior ao necessário para oferecer a margem hemostática geralmente aceita nesse contexto.
C
Certa
A alternativa C está correta porque 50.000/μL é o corte clássico geralmente aceito para hemostasia perioperatória em cirurgias maiores não neurocirúrgicas e não relacionadas a sítios críticos. No caso, trata-se de osteotomia de tíbia, procedimento de grande porte com potencial risco de sangramento, e a contagem de 42.000/μL fica abaixo desse mínimo. O diagnóstico de PTI não altera esse alvo básico; a decisão é guiada pelo porte cirúrgico e pela meta plaquetária necessária para reduzir risco hemorrágico.
D
Errada
75.000/μL pode ser uma meta mais conservadora em alguns contextos, mas a questão pede a contagem mínima geralmente aceitável e segura. Para a situação descrita, esse valor excede o corte clássico necessário.
E
Errada
100.000/μL não é o mínimo geral para cirurgia ortopédica maior habitual. Esse patamar é tipicamente associado a situações de risco hemorrágico em sítios críticos, como neurocirurgia ou algumas cirurgias oftalmológicas, e não deve ser generalizado para toda cirurgia de grande porte.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o limiar usado no manejo clínico da PTI e o limiar exigido para liberar cirurgia de grande porte, além da tendência de escolher metas excessivamente altas sem perceber que a pergunta pede o mínimo geralmente aceitável.
Dica para questões semelhantes
  • Defina primeiro o porte da cirurgia e o potencial de sangramento; é isso que determina a meta plaquetária perioperatória.
  • Para cirurgia maior não neurocirúrgica, lembre do corte clássico de aproximadamente 50.000/μL.
  • Não use o diagnóstico de PTI, isoladamente, para baixar ou elevar a meta sem considerar o tipo de procedimento.
  • Se a alternativa trouxer 75.000/μL ou 100.000/μL, verifique se a questão realmente descreve sítio crítico ou apenas cirurgia maior habitual.

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