Em procedimentos de identificação, quando a Papiloscopia nã...

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Ano: 2021 Banca: IDECAN Órgão: PEFOCE Prova: IDECAN - 2021 - PEFOCE - Odontologia |
Q1828241 Medicina Legal
Em procedimentos de identificação, quando a Papiloscopia não pode ser aplicada (como em desastres em massa, carbonização, putrefações e outros), a Odontologia Legal assume o protagonismo no processo de identificação humana. O acesso à cavidade bucal e suas estruturas deve ser amplo e com boa visibilidade, o que pode demandar a remoção e ressecção especializada de mandíbula ou dissecção facial. A técnica que consiste na remoção completa da mandíbula e da porção maxilar abaixo de uma linha horizontal iniciando pela espinha nasal até o processo pterigoide é denominada técnica
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Técnica submandibular (ou da máscara):

A incisão é feita em formato de ferradura, na base até o ângulo da mandíbula, rebatendo os tecidos superiormente acima da região nasal, expondo os ossos maxilares e mandibulares.

A mandíbula é removida com um corte bilateral dos ramos, na altura dos terceiros molares. A maxila não é retirada.

A técnica submandibular causa menor prejuízo as estruturas faciais, mantendo a estética do cadáver.

Não entendi esse gabarito.

gabarito D porém não sei fundamentar kkkk comentando só pra ajudar quem não é Premium

O que diferencia a técnica Submandibular, ou Inframandibular (Keiser-Nielsen) que é o gabarito da questão, da Técnica de Luntz, é que nesta, além do tipo de incisões e divulsões realizadas, ocorre a osteotomia do ramo ascendente da mandíbula, e na primeira, ocorre a desarticulação do côndilo mandibular, o que está dito no enunciado." A técnica que consiste na remoção completa da mandíbula e da porção maxilar abaixo de uma linha horizontal iniciando pela espinha nasal até o processo pterigoide é denominada técnica".

A resposta dessa questão foi retirada desse artigo: https://portalabol.com.br/rbol/index.php/RBOL/article/download/230/210/1638

Segue o trecho, página 52:

"A técnica inframandibular, desenvolvida por Keiser-Nielsen (1963), propõe uma incisão em ferradura, 2 a 3 centímetros abaixo da base da mandíbula, seguindo o contorno do ramo ascendente (Figuras 1-A e B). Uma segunda incisão inicia-se ao longo da superfície óssea externa do corpo da mandíbula até a base do vestíbulo inferior (Figura 1-C), seccionando a inserção inferior do músculo masseter e os ramos da mandíbula, o que permite desarticular a articulação temporomandibular (ATM). Outra incisão em ferradura é feita internamente acompanhando o rebordo inferior da mandíbula, até o assoalho da boca, isolando-a completamente (Figura 1-D). A maxila é isolada por meio de um corte horizontal, feito com auxílio de serra e escopro, que inicia acima da espinha nasal anterior, elevando-se ligeiramente no final do corte para evitar as raízes dos molares. Caso não seja oportuno devolver a porção removida após o exame, os espaços deixados com a retirada podem ser preenchidos com algodão, antes da sutura cutânea, de modo a restaurar o aspecto anterior." Curi JP, Heit O, Beaini TL, Michel-Crosato E, Melani RFH, Silva RHA.

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