Ao estudar a etiologia da surdez severa ou profunda de um pa...
Gabarito comentado
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Tema central: O enunciado aborda indicações e limitações do implante coclear em diferentes etiologias de surdez severa ou profunda, enfatizando a importância de identificar situações nas quais o procedimento é contraindicado ou menos eficaz, como na neurofibromatose tipo II (NF2).
Comentário da alternativa C (INCORRETA – Gabarito): A alternativa afirma que, na NF2, a presença de tumores do VIII nervo craniano e surdez profunda indica urgência para implante coclear. No entanto, isso está incorreto. Em pacientes com NF2, frequentemente há comprometimento do nervo auditivo pelo tumor (schwannoma vestibular), tornando o implante coclear ineficaz, visto que o estímulo elétrico não encontra via neuronal íntegra para condução. Nesses casos, o implante auditivo de tronco encefálico (ABI) é o indicado, pois estimula os núcleos cocleares do tronco encefálico diretamente. Não existe urgência para o IC em NF2 – ao contrário, ele costuma ser contraindicado.
Segundo as Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB): “...nos casos de ausência ou lesão do nervo coclear, como em pacientes com neurofibromatose tipo II, o implante coclear não é opção viável, devendo-se considerar o implante auditivo de tronco encefálico (ABI)”.
Análise das demais alternativas:
A) Correta. Na síndrome de Usher, a perda auditiva precede a cegueira. O implante coclear antecipado favorece a reabilitação auditiva e garante melhor qualidade de vida antes do comprometimento visual, sendo esta uma estratégia reconhecida nas diretrizes otorrinolaringológicas.
B) Correta. Meningite pode levar à ossificação coclear pós-inflamatória, dificultando ou impedindo o implante. Realmente recomenda-se celeridade na indicação e realização do procedimento.
D) Correta. Cegueira associada à surdez impõe grave deficiência sensorial. Pacientes cegos têm prioridade para o implante coclear pelo impacto funcional da anacusia.
E) Correta. A ressonância magnética é imprescindível na avaliação pré-implante em pós-meningite, para verificar permeabilidade coclear e planejamento cirúrgico, em consonância com protocolos oficiais.
Evidências: Os principais consensos (AMB, CFM, UpToDate, livros-texto como “Otorrinolaringologia: Princípios e Prática” de Lopes Filho) e artigos de revisão sustentam que o ABI é a alternativa para NF2.
Estratégia para a prova: Fique atento à indicação restrita do implante coclear em neuropatias auditivas centrais ou lesão do nervo auditivo – são situações clássicas de contraindicação, sendo “pegadinha” frequente em concursos.
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