Dona Ana, diabética, está no momento sem queixas, mas vem pa...

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Ano: 2019 Banca: UPENET/IAUPE Órgão: Prefeitura de Carnaíba - PE
Q1235966 Medicina
Dona Ana, diabética, está no momento sem queixas, mas vem para consulta na UBS, trazendo resultados de exames laboratoriais e de imagem solicitados pela endocrinologista: 
                     TSH 2.2 / K 3.9/ Cr 1.0/ colesterol total 200/ HDL 46/ Glicemia de Jejum 130  USG de tireoide evidenciando nódulo de bordes irregulares e 0.9cm de diâmetro, com hipoecogenicidade acentuada.     Com relação à conduta diagnóstica, deve-se 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a conduta diagnóstica diante de um nódulo tireoidiano com características suspeitas ao ultrassom. É fundamental compreender os critérios ultrassonográficos que orientam a necessidade de investigação com punção aspirativa por agulha fina (PAAF).

Justificativa da alternativa correta (A): De acordo com os protocolos oficiais e diretrizes atualizadas, nódulos tireoidianos menores que 1 cm podem e devem ser submetidos à PAAF quando apresentam achados ecográficos suspeitos, como:

  • Bordas irregulares
  • Hipoecogenicidade acentuada

No caso da Dona Ana, o ultrassom mostrou ambos os achados acima, justificando a PAAF apesar do tamanho relativamente pequeno (0,9 cm). Segundo o Protocolo para Biópsia de Tireoide (2025): “Nódulo hipoecóico maior ou igual 01 cm; Nódulo com características suspeitas tais como microcalcificações, contornos irregulares, altura maior do que a largura, ausência de halo”. Ainda, conforme o Protocolo da Oncologia 2024: “Nódulo <1cm com características ecográficas suspeitas (...) encaminhar para PAAF”.

Portanto, a alternativa A está correta ao indicar PAAF pela presença de suspeita na USG.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Solicitar PAAF E ressonância magnética de pescoço: A ressonância magnética não é indicada de rotina na avaliação inicial de nódulos tireoidianos, salvo se houver suspeita clínica de invasão local mais avançada, o que não é o caso.
  • C) Incluir dosagem de T4 livre e RNM: T4 livre está indicada quando TSH está alterado. No caso, o TSH é normal. RNM segue não indicada.
  • D) Tranquilizar a paciente: Incorreta, pois sinais ultrassonográficos suspeitos NÃO permitem apenas observação.
  • E) Repetir USG em 12 meses: Essa conduta é reservada para nódulos sem características suspeitas. Aqui, há clara indicação de PAAF.

Dicas para provas: Atenção aos detalhes ecográficos descritos no enunciado. Bordas irregulares e hipoecogenicidade sempre aumentam o grau de suspeita, mesmo em nódulos < 1 cm. Evite condutas invasivas adicionais sem justificativa (ex: ressonância sem evidência clínica de invasão), e sempre relacione o resultado do TSH com a necessidade de investigação laboratorial adicional.

Referências clássicas: Diretrizes do Ministério da Saúde, Endocrinologia Clínica de Williams, UpToDate (consultas sobre nódulo tireoidiano).

Resumo: Diante de nódulo <1 cm com características ecográficas suspeitas, a indicação é realizar PAAF.

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