Os deslocamentos a esquerda do abomaso são relatados no per...
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Tema central: deslocamento de abomaso no periparto de vacas leiteiras e a atonia abomasal como fator-chave. No pós-parto, estresse e distúrbios metabólicos reduzem a motilidade do abomaso, favorecendo acúmulo de gás e o deslocamento (geralmente para a esquerda).
Alternativa correta: B – Condições de estresse ou doenças metabólicas no periparto desencadeiam a atonia abomasal. O periparto associa-se a: hipocalcemia subclínica/clinicamente (reduz contração da musculatura lisa abomasal), cetose/NEB (apetite reduzido, alteração da motilidade), e endotoxemia por metrite/mastite (efeito inibitório sobre o tônus gastrointestinal). A soma aumenta catecolaminas e diminui o cálcio ionizado, levando à hipomotilidade e acúmulo de gás. Evidência clássica em Radostits et al. (Veterinary Medicine), Smith (Large Animal Internal Medicine) e MSD Veterinary Manual.
Por que as demais estão incorretas?
- A – Cita “hipoproteinemia por doenças sistêmicas, como metrite”. Metrite é sim fator de risco, mas pela endotoxemia e anorexia, não pela hipoproteinemia. Hipoproteinemia não é mecanismo primário reconhecido de atonia abomasal no periparto. (Radostits; MSD Vet Manual)
- C – “Excesso de volumoso que rapidamente produz alcalose”. O raciocínio está invertido: a alcalose metabólica hipoclorêmica é consequência da sequestro de HCl no abomaso deslocado, não causa inicial. Além disso, o risco clássico envolve altas dietas concentradas e queda do enchimento ruminal, não “excesso de volumoso”.
- D – “Infecções intestinais com diarreia (salmonelose)”. Diarreias geralmente cursam com aumento do trânsito; embora endotoxemia possa causar íleo, não é causa típica de atonia abomasal no puerpério de vacas leiteiras. O principal contexto é metabólico/periparto.
- E – “Hipercalcemia (‘febre do leite’)”. Armadilha clássica: febre do leite é hipocalcemia puerperal, não hipercalcemia. E justamente a hipocalcemia é fator-chave para a atonia abomasal.
Estratégia para a prova: Ao ver “periparto + atonia abomasal”, priorize estresse, hipocalcemia, cetose e endotoxemia. Cuidado com inversões causa–consequência (ex.: alcalose é consequência) e com pegadinhas de “hiper vs hipo” cálcio.
Dica clínica: Lembre os achados que frequentemente acompanham o deslocamento: “ping” no flanco esquerdo, apetite seletivo, queda de produção, alcalose metabólica hipoclorêmica, hipocalemia e cetose. Tratamento padrão: correção cirúrgica (omentopexia/piloropexia) + correção hidroeletrolítica e suporte com cálcio quando indicado. (Smith; MSD Vet Manual)
Gabarito: B
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A atonia abomasal é frequentemente desencadeada por fatores associados ao estresse fisiológico e às doenças metabólicas que ocorrem durante o periparto, como a hipocalcemia (baixa de cálcio no sangue), que é comum nesse período e afeta a contratilidade dos músculos lisos, incluindo o abomaso. Esses fatores diminuem a motilidade do abomaso, levando ao acúmulo de gás e, consequentemente, ao deslocamento do abomaso.
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